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Soldados da Paz atacados, milhões em risco

12.01.2010
 
Soldados da Paz atacados, milhões em risco

A Organização das Nações Unidas traz alimentos, medicinas, provisões e esperança às situações onde antes não havia quase nenhuma esperança. Seus empregados arriscam suas vidas em proteger mulheres e crianças, idosos, os sem abrigo, deslocados, famintos, amedrontados. Contudo isto não os protege, porque há aqueles que fazem chantagem, sequestros ou mesmo matam funcionários da ONU que fazem seu melhor apenas para ajudar. Agora em consequência disso, as vidas de quase dois milhões de pessoas estão em risco.

Somália é um exemplo do caos, um estado falhado onde a regra da bala substitua a regra da lei, onde num bom ano de colheitas somente 40% da população é alimentado com a produção interna e onde nos últimos cinco anos, somente chegou a um terço da população. Tanta mais necessidade então para a ONU.

Apesar do trabalho incansável para proteger milhões dos pessoas - incluindo muitas mulheres e crianças - de doenças e da violência, apesar de ter estabelecido redes da distribuição alimentar entre esse caos total, apesar de ter salvado as vidas de uns 1,8 milhões de pessoas, não é obviamente suficiente para alguns.

Para colocar um nome: o grupo da oposição Al Shabaab (“A Juventude "), um grupo radical Islamista que cria a instabilidade em 95% do território onde o Programa Mundial de Alimentação da ONU opera. A violência recente alcançou tal nível que o PAM não consegue levar a cabo suas operações em segurança, o que coloca por sua vez em risco as vidas do perto de dois milhões de pessoas necessitadas.

Até agora e antes da recente escalada na violência Al Shabaab exigiu que o PAM removesse as mulheres das operações e exigiu pagamentos de 20.000 USD semestralmente para permitir que o programa da distribuição alimentar fosse realizado. O resultado da escalada “em ataques desumanos” contra os trabalhadores humanitários é que se tornou “virtualmente impossível” continuar a ajudar aqueles com mais necessidade, de acordo com um relatório emitido pelo PAM.

Entretanto não é somente na Somália onde os trabalhadores humanitários se transformam alvos em. Em 2009, nada menos que 28 membros do pessoal da ONU foram assassinados quando no serviço, em Afeganistão, em Paquistão, em Gaza e em Darfur. Stephen Kisambira, presidente da união da equipe de funcionários da ONU, declarou num comunicado no final de semana que “mais uma vez, os pessoal da ONU teve que pagar com suas vidas enquanto fizeram esforços para ajudar pessoas necessitadas”.

Para Stephen Kisambira, o caminho é a ratificação da convenção e do protocolo opcional para segurança da ONU e de pessoas associadas pelos Estados-membros para criar a responsabilidade para que os Estados protejam estes trabalhadores.

Fazem parte de uma agência humanitária imparcial, não-política que faça simplesmente o que pode ajudar os que precisam.

Timofei BYELO

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