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Operação internacional contra a pornográfia infantil resgatou 14 meninas

10.02.2009
 
Operação internacional contra a pornográfia infantil resgatou 14 meninas

O FBI publicou  esta segunda -feira (09) as informações sobre a operação internacional de grande escala que permitiu desmantelar sete redes de pornografia infantil, deter 170 pessoas e resgatar 14 meninas em vários países, a Polícia Federal dos EUA .

Entre os detidos está um homem de Nova Jérsia que se declarou culpado de produzir imagens pornográficas da sua filha de 9 anos. A justiça condenou-o a 20 anos de prisão.

A polícia encontrou na sua casa cerca de 130 mil imagens de pornografia infantil.

O que começou em 2006 com uma advertência das autoridades australianas sobre um vídeo sexualmente explícito em que aparecia uma vítima muito jovem, converteu-se numa das maiores operações do mundo sobre pornografia infantil, segundo o FBI.

Desde então, a operação "Joint Hammer" terminou com sete grandes redes de pornografia infantil e permitiu o resgate de 14 meninas, algumas com apenas 3 anos, que foram vítimas de abusos sexuais.

O FBI não disse em que países se realizou a operação mas informou que dos 170 detidos, mais de 60 são cidadãos norte-americanos.

De acordo com FBI esta operação foi "um modelo de como a cooperação pode ajudar a levar os predadores infantis na Internet perante a justiça".

O FBI trabalhou conjuntamente com os membros da Iniciativa Nacional de Imagens Inocentes, com o Departamento de Justiça (DOJ), com os Serviços de Inspeção dos Correios e com o Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE) nos Estados Unidos e com as polícias de 28 países.

A operação começou há três anos quando as autoridades receberam um vídeo da Austrália em que aparecia uma vítima que pelo sotaque flamengo poderia ser de origem belga.

O FBI pôs-se em contacto com as autoridades belgas e começou a parte da investigação européia conhecida como Operação Koala.

A polícia belga identificou e deteve o responsável , que forneceu informação sobre o produtor do vídeo, de nacionalidade italiana, que dirigia um sítio pornográfico na Internet.

Quando a polícia italiana deteve o produtor e fechou a sua página na Internet, investigou 50 mil correios electrônicos que tinham sido enviados de todo o mundo.

Do total de correios electrônicos, 11 mil eram procedentes dos Estados Unidos e desses só 700 se tornaram pistas que levaram a algumas das detenções.

 No estado de Arisona foi detectado um professor de quinto grau que era o cliente da web- página , que tenia várias denúncias de seus alunos. Até o momento o FBI com ajuda de seus sócios europeus e de outros países fecharam cerca de 250 registros de conteúdo pornográfico.


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