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"Absoluto Desprezo das Leis Internacionais" pelos EUA: Diplomata da Bolívia na ONU

09.04.2017
 

Washington possui dupla moral sobre direitos humanos, democracia e multilateralismo, observou o representante da Bolívia no Conselho de Segurança da ONU. "O multilateralismo é a esperança do mundo para evitar a guerra", afirmou Sacha Llorenti


Edu Montesanti


O representante da Bolívia no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Sacha Llorenti, afirmou nesta sexta-feira (7) que os Estados Unidos violam as normas do direito internacional ao atacar um país soberano como a Síria. 

Na madrugada anterior, forças norte-americanas haviam despejado 50 mísseis sobre a base aérea da cidade síria de Homs, matando nove civis, entre eles quatro crianças. Ali mesmo, na terça-feira (4) houvera um ataque com bombas químicas contra civis, sem que se saiba de onde partiram os ataques.

Llorenti, quem logo após os ataques norte-americanos em solo sírio pediu reunião extraordinária aos membros da ONU, acusou os EUA. de aproveitar seu poder bélico para agir unilateralmente, e desta vez perpetrar um bombardeio contra a Síria, em entrevista ao programa Es Noticia da rede venezuelana Telesur. "Não é a primeira vez que acontece algo assim, mas não por isso permaneceremos calados diante de uma violação dos princípios da Carta das Nações Unidas", disse o embaixador boliviano.

Apontando moral dupla do regime de Washington em relação aos direitos humanos, o diplomata afirmou que"quando esse discurso não serve para defender seus interesses, promovem a violação sistemática dos direitos humanos". Enquanto discursa como guardião da democracia, os Estados Unidos intervêm para forçar trocas de governo em favor de seus interesses, pontuou Llorenti. 

Da mesma maneira adotam a retórica de multilateralismo na ONU, "mas quando essas instituições não respondem aos seus interesses, [os EUA] violam as normas do direito internacional e atacam a um país soberano". E acrescentou: "O multilateralismo é a esperança do mundo para evitar a guerra, o que implica respeitar as normas".

Afirmando que a Bolívia condena o uso de armas químicas, afirmou que se deve "insistir em uma investigação completa e imparcial do ataque químico". Contudo, "este tipo de atitude [dos EUA] Afirmando que a Bolívia condena o uso de armas químicas, afirmou que se deve "insistir em uma investigação completa e imparcial do ataque químico". Contudo, "este tipo de atitude [dos EUA] responde a uma política intervencionista, de absoluto desprecio às normas internacionais.

 


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