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Indonésia julga o editor da Playboy

07.12.2006
 
Indonésia julga o editor da Playboy

 Começou esta quarta-feira o julgamento do editor da edição indonésia da revista "Playboy", Erwin Arnada, acusado de publicar material "indecente", informou a agência estatal de notícias "Antara".

O promotor, Agung Ardianto, afirmou que o acusado autorizou o material supostamente indecente publicado no primeiro número da revista, que chegou às bancas do país em abril, sob protestos e após meses de polêmica. Arnada pode ser condenado a 32 meses de prisão por ter "violado o sentido da decência", segundo a Promotoria.


Mesmo sem nudez e com fotos muito menos explícitas que as de outras revistas do mercado indonésio, como "FHM" e "Maxim", a "Playboy" se tornou um alvo dos radicais islâmicos, em manifestações violentas.

O escritório central da revista em Jacarta sofreu várias agressões. A sede foi então transferida para a ilha de Bali, um centro turístico onde a população é majoritariamente hindu.
Os radicais consideram a "Playboy" um exemplo da "degradação moral" do país e exigem a aprovação imediata da lei antipornografia em debate no Parlamento.


A lei, vista por muitos como um exemplo da crescente islamização da nação, que contém à comunidade muçulmana mais numerosa do mundo, foi hoje questionada na Justiça por um grupo de defensores dos direitos humanos. Eles apontam irregularidades na tramitação e a violação de direitos fundamentais.

O projeto impõe restrições no vestuário feminino e prevê penas de prisão para responsáveis por publicações e filmes que incluam cenas consideradas "imorais". Também pune com a prisão atos como beijos em público e danças "indecentes".

EFE 


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