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Acidente aéreo não significa morte

04.10.2006
 
Acidente aéreo não significa morte

A queda do avião da Gol, que deixou 155 mortos na sexta-feira, reforçou o mito de que é praticamente impossível sobreviver a um acidente aéreo. Mas, segundo o estudo do professor Ed Galea, da Universidade de Greenwich, isso não é verdade.

Os avanços tecnológicos dos últimos anos já fazem com que cerca de 90% das colisões de avião tenham sobreviventes. E as chances de sair vivo deste tipo de acidente aumentam dramaticamente se alguns cuidados básicos forem tomados, segundo diz BBC Brasil.

O professor Ed Galea liderou um estudo que analisou 105 acidentes aéreos e ouviu relatos de mais de 2 mil sobreviventes. Ele acredita que estar preparado para uma emergência pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

"A idéia de que se houver um acidente todos vão morrer vem do fato de que a mídia só nos bombardeia com tragédias e não com as histórias bem-sucedidas", afirma Galea.

A pesquisa feita pela Universidade de Greenwich mostrou que a maioria dos sobreviventes de acidentes aéreos estava sentada até sete fileiras de distância da saída de emergência mais próxima.

Escolher um lugar no corredor - ou quando possível na primeira classe ou executiva, onde há menos gente e mais espaço - também facilitaria a saída da aeronave em caso de problemas.

Mas Galea frisa que mesmo que o passageiro esteja sentado em outra parte do avião, ele pode tomar algumas precauções simples para aumentar suas chances de sobrevivência.

A primeira delas é contar o número de assentos até as saídas de emergência mais próximas e planejar o que fazer no caso de um acidente. Desta forma, seria possível deixar o avião mesmo que ele esteja tomado por fumaça e os sinais que indicam o caminho não estejam visíveis.

A pesquisa mostra ainda que a maior parte dos acidentes aéreos acontece durante a decolagem e a aterrissagem. Seria importante, portanto, estar calçado nestes momentos, já que isso facilitaria a saída do avião, caso seja necessário andar em meios às ferragens.

Ed Galea aconselha também que famílias viajem sempre juntas. No momento do acidente, o mais comum é que as pessoas tentem reunir os familiares antes de sair do avião, o que pode fazer com que eles fiquem para trás ou tentem ir contra o fluxo dos demais passageiros.

"A família deve ter um plano. Por exemplo, a mãe pode ficar responsável por levar um dos filhos e o pai, o outro. Eles podem combinar de se dirigir a saídas diferentes ou à mesma. O importante é planejar com antecedência o que se vai fazer em caso de emergência", aconselha o especialista.

Ed Galea lembra que o avião ainda é um dos meios de transporte mais seguros e que a chance de um passageiro se ver em uma dessas situações é mínima.


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