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A França tornou-se o advogado do ocupante marroquino no Conselho de Segurança

03.05.2010
 
A França tornou-se o advogado do ocupante marroquino no Conselho de Segurança

A França tornou-se o advogado do ocupante marroquino no Conselho de Segurança — afirma o SG da Frente POLISARIO e presidente da RASD

Mohamed Abdelaziz, Secretário-Geral da Frente Polisario e Presidente da RASD, afirma que a França, berço dos Direitos do Homem, tornou-se no Conselho de Segurança da ONU o advogado do ocupante por defender as violações dos direitos humanos por Marrocos no Sahara Ocidental.

" (…) Um país, que é o berço dos direitos do Homem, mas que ainda ontem no Conselho de Segurança se assumiu como o advogado do ocupante defendendo as violações dos direitos humanos cometidos por Marrocos no Sahara Ocidental” – afirmou M. Abdelaziz perante os 107 autarcas e deputados franceses no termo de uma visita realizada aos campos de refugiados saharauis.

O SG da F. Polisario denunciou "a oposição" da França no Conselho de Segurança das Nações Unidas à ampliação do mandato da MINURSO para supervisionar e proteger os direitos humanos dado que é a única missão da paz da ONU que não incluiu esta mandato e estas funções.

Abdelaziz, sublinhou "o posicionamento incondicional de Paris sobre a colonização marroquina do Sahara Ocidental, não em proveito da paz nem da estabilidade e a segurança na região, e menos ainda das relações entre a União Europeia e Marrocos".

O SG da F. Polisario afirmou que esta posição "apenas pode prolongar no tempo a tragédia do povo saharaui, sem que com essa postura venha a prejudicar a sua determinação e coragem de lutar para defender o seu legítimo direito à autodeterminação e independência ".

A " solução do conflito passa pela aplicação do direito internacional e as resoluções das Nações Unidas, a saber, a organização de um referendo de autodeterminação do povo saharaui".

O presidente saharaui salientou que a presença da MINURSO no Sahara Ocidental no âmbito do plano de resolução firmado entre a Frente Polisario e Marrocos em 1990 "não se limita apenas a vigiar o cessar-fogo". "A MINURSO deve implementar aquela que é a sua tarefa principal que é a realização do referendo de autodeterminação do povo saharaui, reiterado pelo Conselho de Segurança da ONU na sua própria resolução adoptada esta última sexta-feira", afirmou.

Mohamed Abdelaziz advogou "sanções económicas contra o Governo marroquino para forçar um entendimento e o cumprimento das resoluções da ONU e do seu Conselho de Segurança".

Fonte:

Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental

Com base em informações da agência noticiosa saharaui SPS


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