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Processo constituinte avança com mais de 8 milhões de votos

31.07.2017
 
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Mais de oito milhões de pessoas votaram, este domingo, nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), representando uma taxa de participação de 41,53%. Nicolás Maduro sublinhou a grande «legitimidade popular» lograda pelo órgão constituinte.

A participação nas eleições para a ANC foi revelada ontem à noite por Tibisay Lucena, presidente do Poder Eleitoral venezuelano, que divulgou alguns dos nomes dos 364 eleitos a nível territorial, e referindo que os resultados a nível sectorial - são eleitos 173 de 2574 candidatos - ainda não estavam fechados.

Falando na sede central do Conselho Nacional Eleitoral, em Caracas, Lucena disse que «o balanço é extremamente positivo porque ganhou a paz e, quando ganha a paz, ganha a Venezuela», informa a TeleSur.

Lucena saudou o povo venezuelano por «esta maravilhosa participação», apesar da violência e das ameaças, e saudou também aqueles que, «não tendo ido votar, recusaram a violência, participando de forma passiva, sem violência, num quadro democrático».

Chavismo: maior votação em 18 anos

Depois do anúncio feito por Lucena, o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, falou para alguns milhares de pessoas reunidas na Praça Bolívar, na capital, salientado a «grande legitimidade popular» que assiste à ANC. «Tem a força da legitimidade, a força moral de um povo que, de maneira heróica, em condições de guerra, foi votar e dizer: queremos paz, tranquilidade», disse.

Maduro congratulou-se com o facto de o chavismo ter alcançado a maior votação dos últimos 18 anos e enalteceu a «lição de coragem e valentia» dada pelo «bravo povo». «O que vimos hoje é admirável», frisou.

O chefe de Estado revelou ainda que uma delegação do governo, liderada por Delcy Rodríguez, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros, manteve reuniões ao longo de várias semanas com dirigentes da oposição, para que esta participasse no processo constituinte. Maduro chegou inclusive a propor-lhes o adiamento das eleições por um período de duas semanas para que se pudessem inscrever e fazer campanha, mas os dirigentes da oposição acabaram por recusar - atitude que o presidente da República classificou como cobarde, indica a Alba Ciudad.

Milhares votaram no Poliedro de Caracas

Ao longo do dia, muitos milhares de pessoas que não puderam votar em diversos locais da Área Metropolitana de Caracas, sobretudo na sua zona mais oriental, devido às acções de violência que ali têm ocorrido com frequência e às ameaças que sofreram por parte da extrema-direita, conseguiram exercer o seu direito ao voto num local de recurso de grandes dimensões que o CNE instalou no Poliedro de Caracas.

Deste modo, ficou bem patente que, também nas zonas mais orientais de Caracas, o apoio foi grande à Assembleia Nacional Constituinte, num processo que visa, entre outros aspectos, fortalecer a soberania e a independência da Venezuela; garantir a paz e o diálogo, face à violência da oposição de direita; ultrapassar o sistema rentista do petróleo; dar poder constitucional às comunas; proteger e ampliar as conquistas consagradas na Constituição de 1999.

GNB assassinado e ataques a 200 locais de voto

Vladimir Padrino López, ministro venezuelano da Defesa, numa conferência de imprensa em que também esteve presente o ministro do Interior, Néstor Reverol, saudou o povo venezuelano pela participação nas eleições deste domingo, que «têm como objectivo reafirmar a nossa independência», num contexto em que o imperialismo e os seus «lacaios» - também mediáticos - «atacaram duramente a Venezuela», afirmou.

Padrino López disse ter conhecimento de um grande número de ataques a sedes do CNE, incluindo a central, bem como a 200 locais de voto. Lamentou, ainda, o assassinato de um sargento da Guarda Nacional Bolivariana em La Grita, no estado de Táchira.

Por seu lado, Néstor Reverol destacou o trabalho dos 146 mil homens e mulheres das forças policiais e de segurança do Estado no processo eleitoral, contribuindo para que as acções de violência fossem neutralizadas de forma imediata, informa a Alba Ciudad.

Classificou como «acção terrorista» o ataque com explosivos, em Altamira, a agentes da Guarda Nacional Bolivariana, oito dos quais ficaram com queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau, e revelou que, em todo o território venezuelano, 21 agentes foram feridos com armas de fogo. Todos estes casos estão a ser investigados pelo Ministério Público.

Solidariedade com a Venezuela Bolivariana

Por iniciativa do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), organizações que integram o Conselho Mundial da Paz «convergiram numa expressão de solidariedade com a Venezuela bolivariana», subscrevendo um texto que foi enviado ao Comité de Solidariedade Internacional (COSI) e ao presidente e ao governo da República Bolivariana da Venezuela.

Nele se repudiam «as acções de ingerência, guerra económica e agressão» contra o país caribenho e o seu povo; se condenam «os actos criminosos de extrema violência perpetrados por grupos terroristas contra o povo venezuelano e a sua liberdade, segurança e bem-estar»; e se expressa «a solidariedade às forças patrióticas, democráticas, progressistas, anti-imperialistas venezuelanas, nomeadamente ao Comité de Solidariedade Internacional (COSI), que defendem os direitos, interesses e aspirações do povo venezuelano e a independência da sua pátria - a República Bolivariana da Venezuela - e a sua Constituição».

 

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Dizendo «não» à violência da oposição, milhares de pessoas votaram no Poliedro de CaracasCréditosGregorio Teran / AVN

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