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A vida em comunidade

30.08.2007
 
A vida em comunidade


Estudo de Edith Stein, por Gilberto Safra

Este seminário é útil para o clínico que trabalha com pacientes individuais e também para quem trabalha com grupos e instituições, tanto em ações terapêuticas como sociais, pedagógicas ou políticas.
Este LET foi o primeiro realizado no ano de 2007 e tem continuidade com o estudo sobre o livro A Estrutura da Pessoa Humana, de Edith Stein realizado nos anos anteriores e editado em DVD sob o título CURSO COMPLETO do LET - Laboratório de Estudos da Transicionalidade 2005/2006. Neste sentido ele tem especial interesse para aqueles estudiosos que acompanharam o curso dos anos anteriores, seja ao vivo ou através dos DVDs.


Embora cada seminário do LET tenha continuidade com os anteriores, ele pode sempre ser estudado em separado, na medida em que o Prof. Gilberto analisa em cada um deles um tema em especial, com base em um capítulo específico da obra de Edith Stein. No início de cada aula sempre há um pequeno resumo que permite a quem a assiste se situar no pensamento de Edith.


Nesta aula o Prof. Gilberto aborda como, enquanto seres humanos, temos um “quantum” de energia: parte dela é dada pela constituição corporal, mas uma das originalidades de Edith está em mostrar como parte da nossa energia para agir se origina na forma de nos posicionarmos frente aos valores, que faz parte de nossa vida espiritual. Há uma interação entre o quantum de energia corpórea e a energia espiritual.

Vemos ainda como a vontade, que se desdobra em sentir, querer e conhecer, é, segundo Edith, a instância dominante no ser humano, sendo ao mesmo tempo anímica e espiritual.


Querer, sentir e conhecer, se conjugam no mesmo ato . Por isso o homem, quando sente algo, se está aberto ao que sentiu, este sentir é uma forma de conhecer. Assim, Edith pode diferenciar o sentir e o se emocionar. O emocionar carece da dimensão reflexiva. O sentir torna a pessoa transcendente a si mesma. Conhecer é se abrir a algo para mais além. E o querer produz uma tensão que coloca a pessoa em uma direção.

Em todos momentos da aula, Gilberto vai pontuando por que esse estudo é importante para clínica. Nela temos todas as facetas constituição do self, mas todo trabalho clínico implica fazer um trabalho para acessar o sentir, o querer e o conhecer como elementos que colocam o paciente em trânsito. Algumas pessoas só querem, outras só sentem. As três facetas precisam ser lidadas a todo tempo na clínica.

Relacionando isso com Winnicott podemos ver que estas três facetas são desdobramentos do gesto. “Se sou objeto do meu sentir, sou carregado pelo meu sentir (o que ocorre com as emoções), isto é um problema, pois pode me levar a uma dispersão. Preciso que meu sentir seja presença de mim mesmo, gesto. Se o querer me domina, sou compulsivo e obstinado. Cada uma dessas facetas precisam vir a ser gesto.


Estas facetas são facetas do espírito. Emocionar-se é ser movido. Se esta emoção é presença de sentimento ela pode revelar-me a mim mesmo e revelar o que está diante de mim. Finalmente Edith nos mostra que este sair de si, pelo sentir, querer e conhecer em direção ao mais além, ocorre não só para fora de mim, mas para dentro do meu universo, para minha interioridade. Como o ser humano pode transcender-se em direção à totalidade do mundo (comunidade) e em direção à sua interioridade, suas experiências de sentimentos, como por exemplo as de alegria, se revelam como experiências de profundidade.

Todo este percurso leva Gilberto a se concentrar sobre a transferência na clinica enquanto comunidade de destino .Vamos ver como um ato social é um movimento de uma pessoa que se dirige a outra, para movê-la, e nesse sentido funda um contexto de ação que é supra individual.


Esta aula é útil para o clínico que trabalha com pacientes individuais, mas é também útil para quem trabalha com grupos e instituições, tanto em ações terapêuticas como sociais, pedagógicas ou políticas.


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