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No Brasil, apesar de vivo, trabalhador descobre que está 'morto' há 30 anos

27.07.2011
 

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

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No Brasil, apesar de vivo, trabalhador descobre que está 'morto' há 30 anos. 15362.jpegRIBEIRÃO PRETO/BRASIL - Ao procurar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Ribeirão Preto, interior do Estado de São Paulo, no Sudeste do Brasil, para pedir o auxílio-doença, o trabalhador Vasco José dos Santos, de 54 anos, recebeu o veredicto surpreendente: apesar de vivo, estava morto havia cerca de 30 anos.

 

Ele foi informado que um outro homem, que havia morrido em um acidente de trânsito em São Borja, no Rio Grande do Sul, tinha o mesmo número de sua inscrição no Programa de Integração Social (PIS).

 

"Nunca deixei de contribuir com a Previdência, mas quando precisei, não recebi. Se me senti lesado? Fiquei com vontade de jogar uma bomba lá dentro", afirmou Vasco Jose dos Santos.

 

A revolta de Vasco Jose dos Santos ocorre principalmente porque não é a primeira vez que ele foi dado como morto. "Em 1985 fui requerer o auxílio-natalidade quando minha filha nasceu. Eles me informaram do número do PIS duplicado, e que o homem estava morto havia cinco anos", disse.

 

Vasco Jose dos Santos disse que apresentou uma série de documentos para comprovar que estava vivo. "Entrei com um processo, regularizei a minha situação e na Caixa (Econômica Federal) ficou tudo certo. Mas no INSS, não", afirmou.

 

Como não precisou pedir mais o benefício à Previdência, Vasco Jose dos Santos não soube que a regularização não havia sido repassada ao INSS ainda na década de 80.

 

Vasco Jose dos Santos passa por tratamento em Campinas, interior de São Paulo, contra a leishmaniose, doença causada por protozoário e transmitida pelo mosquito-palha. A previsão é que o tratamento termine em 25 de setembro e que, no mês seguinte, ele volte ao trabalho.

 

Por meio de comunicado da assessoria de imprensa, o INSS confirmou que houve duplicidade nos números de PIS e que os segurados eram homônimos, mas que as demais informações, como RG e filiação, eram diferentes.

 

O INSS informou ainda que o benefício já foi depositado, com data retroativa ao dia 29 de maio, e que ficou comprovado o vínculo de Vasco Jose dos Santos com as empresas onde trabalhou. Agora, a Previdência Social do Rio Grande do Sul deverá atribuir um outro número de identificação ao homem que já morreu, para que Vasco Jose dos Santos não tenha outros problemas.

 

ANTONIO CARLOS LACERDA é correspondente internacional do PRAVDA.RU. E-mail:- jornalistadobrasil@hotmail.com


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