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A União Europeia é forçada a participar nas guerras dos EUA

26.04.2019
 
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A União Europeia é forçada a participar nas guerras dos EUA

Thierry Meyssan

Desde o Tratado de Maastricht, todos os membros da União Europeia (aqui incluídos os países neutrais) colocaram a sua defesa sob a suserania da OTAN ; a qual é exclusivamente dirigida pelos Estados Unidos. É por isso que, quando o Pentágono delega ao Departamento do Tesouro o cerco económico de países que quer esmagar, todos os membros da União Europeia e da OTAN são forçados a aplicar as sanções dos EUA.

Após a perda da sua maioria na Câmara dos Representantes durante as eleições intercalares, o Presidente Trump encontrou novos aliados em troca da remoção pelo Procurador Mueller da acusação de alta traição [1]. Agora, ele apoia os objectivos dos seus generais. O imperialismo dos EUA está de volta [2].

Em menos de seis meses, os fundamentos das relações internacionais foram «reiniciados». A guerra que Hilary Clinton prometera desencadear foi realmente declarada, mas não exclusivamente pela força militar.

Esta mudança de regras do jogo, sem equivalente desde o fim da Segunda Guerra Mundial, forçou imediatamente a totalidade dos actores a repensar a sua estratégia e, portanto, todos os dispositivos da aliança em que se apoiavam. Os que se atrasarem pagarão as favas.

A guerra económica é declarada

As guerras sempre serão mortais e cruéis, mas para Donald Trump, que era um homem de negócios antes de ser Presidente dos Estados Unidos, é preferível que elas custem o menos possível. Convêm, portanto, matar mais por pressões económicas do que pelas armas. Sabendo que os Estados Unidos já não comerciam mais com a maior parte dos países que atacam, o custo financeiro destas guerras (no sentido real do termo) «económicas» é, com efeito, suportado mais por países terceiros do que pelo Pentágono.

Assim, os Estados Unidos acabam de decidir cercar economicamente a Venezuela [3], Cuba [4] e a Nicarágua [", Voltaire Network, 17 April 2019.

[6National Security Strategy of the United States 1991, George H. Bush, The White house, 1991.

[7] "A estratégia do Caos Encaminhado", Manlio Dinucci, Tradução Maria Luísa de Vasconcellos, Il Manifesto (Itália) , Rede Voltaire, 16 de Abril de 2019.

[8] Reagindo à guerra civil inglesa, o filósofo Thomas Hobbes teorizou, no seu livro Leviatã, a necessidade de apoiar um Estado, mesmo que autoritário e abusivo, em vez de não o ter e ser mergulhado no caos.

[9] « US Strategy Plan Calls For Insuring No Rivals Develop », Patrick E. Tyler, and « Excerpts from Pentagon's Plan : "Prevent the Re-Emergence of a New Rival" », New York Times, March 8, 1992. « Keeping the US First, Pentagon Would preclude a Rival Superpower », Barton Gellman, The Washington Post, March 11, 1992.

[10] "A ONU minada pelo «excepcionalismo» norte-americano", Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 2 de Abril de 2019.

[11] "Washington e Moscou unidos contra a ONU na Líbia", Tradução Alva, Rede Voltaire, 23 de Abril de 2019.

[12] « Pour une Renaissance européenne », par Emmanuel Macron, Réseau Voltaire, 4 mars 2019.

 

 

Fonte : "A União Europeia é forçada a participar nas guerras dos EUA",Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 25 de Abril de 2019, www.voltairenet.org/article206303.html

 


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