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Valeria pôr a vida em risco para salvar um cão?

23.10.2006
 
Valeria pôr a vida em risco para salvar um cão?

Dois caçadores portugueses morreram ontem, afogados num poço nas imediações da aldeia de Sendim, Tabuaço. António Mota, de 48 anos e José Ferreira, de 51 anos, perderam a vida equanto tentavam salvar um cão que caiu à água.

Segudo Jornal de Notícias , os dois homens teriam saído logo pela manhã para uma caçada, tal como já era hábito de ambos numa zona que conheciam bem. Acabariam por ir descansar e comer alguma coisa num descampado, um pouco mais acima da aldeia de Sendim, recolhidos num casebere da abundante chuva que caiu ontem na região.


Foi enquanto se alimentavam que se aperceberam da queda de um cão num poço de água situado imediatamente atrás da construção de blocos de cimento. O que sucedeu a seguir não se afigura de fácil explicação para ninguem. Há quem avente que primeiro se terá atirado um dos caçadores à água e o outro só se meteu também no poço para tentar salvar o colega.

 
É o caso de Carlos Longa, residente em Tabuaço, e que era amigo dos dois homens. "Penso que um deles tentou salvar o cão e, quando se deram conta, estavam os dois lá dentro", afirma, lamentando tão "triste" desfecho. "Possivelmente, mesmo que soubessem nadar, talvez não conseguissem safar-se, porque o espaço é pequeno", diz, alertando para o facto de não haver nenhuma certeza de que tenha sido assim.

O alerta foi dado à hora do almoço pela mulher de um dos caçadores.
Os cadáveres foram retirados pelos bombeiros voluntários locais, menos de um hora depois de dado o alerta. Para tal foram obrigados a esvaziar o poço, que segundo populares tem uma profundidade de cerca de oito metros. Embora não estivesse cheio quando os homens lá caíram apresentava cerca de seis metros de água. As paredes em terra, totalmente na vertical, tornaram impossível a saída do poço.


Ontem foram dezenas as pessoas que se deslocaram ao sítio para verifcar com os seus próprios olhos onde moreram os dois caçadores. Os comentários eram muitos, sobretudo sobre o facto de os caçadores terem posto a vida em risco por causa do salvamento de um cão.


As opiniões divergiam. Carlos Longa é mais cauteloso, pois, sendo igualmenrte caçador, sabe o apreço que se pode ter por um bom cão de caça. "É que não é só ser bom para caçar, é também ser uma boa companhia. É muito difícil estabelecer o real valor de um animal de estimação para o seu dono. Há cães que valem mais que certas pessoas", frisou.



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