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Mafiosos homossexuais nunca escapam de balas mortais

17.07.2008
 
Mafiosos homossexuais nunca escapam de balas mortais

A vida não parece ser fácil para pessoas com orientação sexual não convencional. O público em geral, parentes e conhecidos condenam e humilham pessoas homossexuais praticamente todos os dias. Entretanto, os mafiosos italianos são os que mais sofrem com esse problema.

A máfia é uma comunidade fechada com maneiras de ver muito conservadoras. Qualquer pessoa que destoe do grupo terá sérios problemas, inclusive a morte. Os chefes dos clãs mafiosos temem, mais do que tudo, a publicidade. Não há nada mais vergonhoso para um chefão do que ser ridicularizado por seus subordinados.

Os gângsters estadunidenses são, de algum modo, mais tolerantes para com as predileções de seus colegas, embora tampouco vejam com agrado relacionamentos homossexuais em seu ambiente. Por exemplo, veio-se a saber, em 2003, que um clã mafioso linchou um de seus membros que havia cedido à tentação de seguir pelo mau caminho. Um mafioso testemunhou, no tribunal, que eles haviam preferido manter a história em segredo para não lavar roupa suja em público, embora a história tivesse sido, posteriormente, incluída num episódio da série Os Sopranos.

Dez anos antes, em 1992, o chefe do clã DeCalvacante, John D'Amato, também conhecido como Johnny Boy, foi fulminado por seus colegas. Correra um boato de que D'Amato estava envolvido em lides homossexuais. Nem mesmo sua autoridade foi suficiente para salvá-lo de uma bala.

O corpo de leis dos gângsters foi exposto no final de 2007. Foi algo puramente acidental: a polícia descobriu a lista das leis escrita numa única página, ao dar busca na casa de Salvatore lo Piccolo, mafioso siciliano também conhecido como o Barão.

O homossexualismo constitui característica da cultura humana desde os primórdios da história. Geralmente, e mais famosamente na Grécia antiga, certas formas de atração erótica e prazer sexual entre homens eram frequentemente parte entranhada e aceita da norma cultural.

Determinadas atividades sexuais, entretanto (tais como sexo anal em algumas culturas, ou sexo oral em outras), eram desaprovadas, embora outros aspectos fossem admirados. Em culturas sob a influência das religiões abraâmicas, a lei e a igreja estipulavam que a sodomia constituía transgressão da lei divina, um "crime contra a natureza" praticado por escolha, e sujeito a severas penalidades, até a punição capital — frequentemente infligida por meio do fogo, a fim de purificar-se a ação ímpia. A condenação do sexo com penetração entre homens, entretanto, data de antes do dogma cristão, visto que era frequente na Grécia Antiga, onde o tema da ação "contra a natureza," rastreável a Platão, originou-se.

No decurso do século XX, o homossexualismo tornou-se objeto de considerável estudo e debate nas sociedades ocidentais, especialmente depois do início do moderno movimento pelos direitos dos gays em 1969.

O homossexualismo, visto pelas autoridades, no passado, como patologia ou doença mental a ser curada, é agora mais amiúde investigado como parte de um esforço mais amplo no sentido de compreender-se a biologia, a psicologia, a política, a genética, a história e as variações culturais da prática e da identidade sexual.

O estatuto legal e social das pessoas que praticam atos homossexuais ou se identificam como gays ou lésbicas varia enormemente ao redor do mundo e, em certos lugares, permanece energicamente contestado no debate político e religioso.


Em muitas culturas, as pessoas homossexuais ficam a miúdo sujeitas a preconceito e discriminação. Do mesmo modo que outros grupos minoritários objeto de preconceito, também tornam-se vítimas de estereótipos. Os homens gays são vistos como efeminados e emproados, identificados muitas vezes com o ceceio ou com o tom e as modulações de voz próprios das mulheres.

Eles são estereotipados como sendo promíscuos e incapazes de desenvolver relações românticas duradouras, a despeito de pesquisa mostrando o contrário. Os homens gays são também com frequência, alega-se, ditos tendentes à pedofilia, e com maior probabilidade de cometer abuso sexual de crianças do que a população masculina heterossexual, ponto de vista rejeitado por grupos psiquiátricos majoritários e contradito pela pesquisa. As lésbicas são vistas como masculinizadas, e por vezes como "mulheres que odeiam os homens" ou feministas radicais.

O homossexualismo foi usado, por vezes, como bode expiatório por governos que se defrontavam com problemas. Por exemplo, durante o início do século XIV, acusações de comportamento homossexual desempenharam importante papel no desmantelamento dos Cavaleiros Templários durante o reinado de Filipe IV de França, que lucrou enormemente com o confisco da riqueza dos Templários. No século XX, a perseguição aos homossexuais na Alemanha nazista baseou-se na proposição de que eles representavam ameaça à masculinidade "normal," bem como risco de contaminação da "raça ariana".

Autor do post : Murilo Otávio Rodrigues Paes Leme
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