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Quatro esposas do governador na briga pelo cargo da primeira dama

16.10.2007
 
Quatro esposas do governador na briga pelo cargo da primeira dama

O governador do Estado nigeriano de Adamawa, Murtala Nyako,  sendo um muçulmano quanto esposas e está freqüentemente na mídia pela rivalidade entre suas quatro mulheres pela conquista do cargo da primeira dama.

Nyako, um contra-almirante reformado e antigo comandante do Estado-Maior da Nigéria, foi eleito governador nas eleições de abril deste ano, escreve BBC News.

Normalmente, a primeira das mulheres se transforma na primeira-dama. O cargo, apesar de não ter base jurídica oficial, é reconhecido na Nigéria. Os 36 estados federais do país atribuem enormes orçamentos aos projetos "governamentais" das esposas.

De acordo com a lei islâmica, cada muçulmano pode ter até quatro esposas, que devem ser tratadas igualmente pelo marido.

Seguindo o preceito, Nyako decidiu dividir secretarias entre suas quatro mulheres: Assuntos Políticos e Mobilização Social, Assuntos de Abuja (capital federal), Saúde e Questões Internas.

Reação

Depois que a notícia virou assunto da imprensa local e tema de um editorial do principal jornal independente: "The Guardian", Nyako, que já tinha governado durante a ditadura militar, se achou forçado a reagir.

"Sou muçulmano e, como tal, todas minhas mulher estão em pé de igualdade. Portanto não vou nomear nenhuma delas como primeira-dama em detrimento das outras", disse o governante durante uma entrevista coletiva.

Nyako especificou que, durante seu primeiro governo, sua mulher nunca foi conhecida como "primeira-dama", apesar de ser sua única mulher na época.

"Não há uma só primeira-dama. Todas são muito talentosas. Três possuem doutorados em medicina, leis e ciências da educação, e a quarta também cursou altos estudos. Dessa forma, no programa do Governo, qualquer delas que demonstrar interesse por algum setor terá a oportunidade de contribuir", acrescentou.

Quarteto de primeiras-damas

Mas se Nyako pensou que com sua franqueza colocaria fim à crise, se enganou. A história do "quarteto de primeiras-damas" continuou sendo notícia e nem sequer uma carta aberta assinada por ele e publicada em todos os jornais para explicar a situação conseguiu que a mídia o deixasse em paz, segundo Efe. 

Para encontrar uma solução, os assistentes de Nyako decidiram convidar um grupo de jornalistas para jantar com ele durante em um banquete no final do mês sagrado do Ramadã, que terminou nesta semana.

Após o jantar, um dos jornalistas se desculpou perante o governante em nome da imprensa. Mas, em vez de aceitar as desculpas, o anfitrião se levantou bruscamente da mesa, lançou seu "Allah Yai Sa!" contra todos eles e se retirou do salão.

A maldição deu novo assunto à imprensa e os artigos suscitaram uma forte reação da comunidade local, incluindo do popular colunista Reuben Abati, que criticou severamente o governador.

"O cargo que ele ocupa requer maturidade e autocontrole", disse Abati, que também aconselhou o governador sobre a maneira de resolver o problema de suas quatro mulheres.

"Nyako tem quatro mulheres e seu mandato é de quatro anos. Pois então, que ele ofereça o cargo de primeira-dama por um ano a cada uma delas, começando pela mais antiga", sugeriu Abati.

Ainda não há indícios de que o governador tenha aceitado a sugestão do colunista, mas uma coisa a comunidade já sabe: a história das "quatro primeiras-damas de Adamawa" ainda não chegou ao fim.


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