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ECO/UFRJ: II Semana da Diversidade Sexual

09.10.2007
 
Pages: 12
ECO/UFRJ: II Semana da Diversidade Sexual

Através de diálogos entre estudiosos, acadêmicos, lideranças e formadores de opinião, o Programa de Educação Tutorial da Escola de Comunicação da UFRJ (PET/ECO) realizará, nos dias 23, 24, 25 e 26 de outubro, a partir das 14 horas, a II Semana da Diversidade Sexual da ECO/UFRJ, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.


Inscrições gratuitas pelo site www.eco.ufrj.br/diversidade

Baixe este release em versão doc aqui: www.caferj.com/textos/diversidade_release.doc


A sexualidade é comumente tratada como tabu. É, assim, abordada com pudor e conservadorismo. A sociedade capitalista ocidental se encontra arraigada a fortes valores institucionais, associados à família, ao casamento e à Igreja católica. Estes pilares constitutivos da moral burguesa ainda regem o comportamento do dito "cidadão de respeito". Desse modo, o sexo como lazer, profissão ou ato praticado de maneira não convencional, permanece condenado a ser visto sob a ótica do preconceito. Faz-se fundamental, portanto, a desconstrução de estereótipos e imagens pré-estabelecidas por um senso comum contaminado por ideologias hegemônicas.
Nas últimas décadas, a discussão acerca do comportamento sexual humano tem sido empreendida de modo aberto, a partir de perspectivas menos tradicionalistas.

Desse modo, diferentes opções sexuais são consideradas, assim como as diversas maneiras de apropriação e uso social da sexualidade. Não existe, assim, o ímpeto de taxá-las como patologia, desvio ou uma simples inadequação ao meio social idealizado. O maior grau de aceitação da diversidade sexual pela sociedade foi propiciado pela Revolução Sexual dos anos 1960 a 80 e pela exclusão da homossexualidade do rol de doenças mentais da Associação Psiquiátrica Americana na década de 70 – o que estimulou, em 1994, a mesma atitude por parte da OMS.


Atualmente, nas mídias em geral, a presença mais significativa da temática nos meios de comunicação permitem ao homossexual abandonar traços de caracterização caricatos e histriônicos, a fim de que seja, finalmente, representado sem estereótipos. Alguns produtos midiáticos recentes constituem exemplos concretos do exposto, sendo, talvez, O Segredo de Brokeback Mountain como o de maior alcance e visibilidade, justamente por jogar luz no relacionamento de dois caubóis, estandartes por excelência da cultura chauvinista americana. Concomitante ao avanço desta tendência, nota-se a reação de grupos que a execram, sejam religiosos ou políticos.


Para mediar o debate exposto, algumas perguntas se fazem importantes: o que é diversidade sexual? Seria uma expressão que representa apenas as diferenças entre orientação e identidade sexuais, ou outras questões estariam igualmente implicadas? De que forma os movimentos em defesa dos direitos dos homossexuais e da mulher influenciaram nossa visão atual da sexualidade? Como a mídia influencia, através de representações que definem os diferentes graus de alteridade, a percepção e a tolerância quanto aos homossexuais e aos demais sexualmente diversos?


O sucesso da I Semana da Diversidade Sexual se verificou por intermédio da presença de especialistas, bem como de intelectuais e dos próprios atores sociais que protagonizam as manifestações contra a discriminação e o preconceito sexuais. Como uma proposta de debate e conscientização contínua, a II Semana da Diversidade Sexual se mostra essencial como evento subseqüente, posto que incita novos debates acerca da pluralidade sexual humana e sua expressão na sociedade contemporânea. Dessa forma, fica assegurado o desejo de que seja mantida em pauta a questão da sexualidade como um fenômeno essencial na construção de identidades e realidades.


Evitando os clichês que predominam nas discussões a respeito de tal temática, a II Semana da Diversidade Sexual da ECO/UFRJ levantará questões relevantes a respeito da homossexualidade, da transexualidade, do preconceito, da prostituição, da sexualidade saudável – em contraponto ao estigma dos grupos de risco –, dos direitos civis e da formação de novas identidades sexuais, bem como o tratamento dado a esta temática pelo meio político, acadêmico e pelos principais veículos de comunicação. Contaremos com palestras, apresentações teatrais e mesas redondas nas quais serão abordados temas de interesse da área de comunicação e de qualquer outra que se proponha a discutir as novas tendências sociais. Dentre as diferentes temáticas, destacamos a diversidade sexual e sua relação com a sociedade, com a mídia e a Universidade, passando pela apresentação de ONGs ativistas e projetos de inclusão social.


Através de diálogos entre estudiosos, acadêmicos, lideranças e formadores de opinião, o Programa de Educação Tutorial da Escola de Comunicação da UFRJ (PET/ECO) realizará, nos dias 23, 24, 25 e 26 de outubro, a partir das 14 horas, a II Semana da Diversidade Sexual da ECO/UFRJ, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

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