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Espanhóis também temem ofender os muçulmanos

03.10.2006
 
Espanhóis também temem ofender os muçulmanos

Vilarejos espanhóis estão deixando de realizar tradicionais festas em que os moradores explodem bonecos representando o profeta Maomé por temor de ofender os muçulmanos, afirmou a edição desta segunda-feira do jornal El País.

 
Em Bocairent, no leste da Espanha, a população decidiu abandonar o costume de encher a cabeça de um boneco representando Maomé com fogos de artifício, após ver a furiosa reação dos muçulmanos a uma charge publicada no ano passado por um jornal dinamarquês.

 
O El País descobriu que diversos vilarejos na região de Valencia também mudaram suas festas este ano. O jornal realizou uma investigação sobre o assunto depois de a ópera de Berlim decidir, na semana passada, cancelar apresentações de "Idomeneo", de Mozart, porque a produção inclui uma cena com uma cabeça cortada de Maomé.


O prefeito de Bocairent, Antonio Valdés, afirmou que explodir o boneco de Maomé era algo ofensivo.
"Não é necessário, e poderia ofender algumas pessoas, então decidimos não fazer isso", declarou.


O vilarejo pode não ter explodido o boneco de Maomé, mas ainda assim jogou-o do muro de um castelo durante o clímax dos festejos, em fevereiro.

 
Em toda a Espanha, algumas localidades realizam anualmente festivais para comemorar a "Reconquista", quando a Espanha foi retomada pelos cristãos dos mouros. Após mais de 700 anos de domínio muçulmano na maior parte do país, a Reconquista foi concluída em 1492.

Reuters


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