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O Sol do Brasil

31.03.2008
 
O Sol do Brasil

Sol do Brasil, O - Nicolas-Antoine Taunay e as desventuras dos artistas franceses na corte de D.João (1816-1821) - foi um artista acadêmico, do círculo íntimo de Napoleão e Josefina, que desembarcou no Brasil em 1816, acompanhado de outros pintores como Jean-Baptiste Debret e Grandjean de Montigny. Considerado o membro mais importante do grupo, trazia na bagagem a intenção de se transformar em pintor do rei.


Autor(es): Lilia Moritz Schwarcz - Editora: Companhia das Letras - Área(s): Artes , História , Recomendados - várias áreas - 464 pág. Preço: R$ 55,00

Descrição:

Nicolas-Antoine Taunay


Nunca existiu, porém, uma "missão francesa" nos moldes como a historiografia a caracterizou: d. João jamais contratou artistas para a sua corte, muito menos artífices do antigo inimigo francês, que forçara a vinda do monarca ao Brasil. Ao contrário, foram os artistas que se autoconvidaram, com o propósito de criar aqui uma Academia, igual à que existia no México.


Como a vinda desses pintores não era oficial, a eles só restaria a agenda da corte: as exéquias de d. Maria, a coroação de d. João e o casamento de d. Pedro, para os quais construíram cenários frágeis e misturaram os trópicos com modelos da Antiguidade grega e romana.


A vida de Taunay entre nós não foi fácil. Como homem da Ilustração, ele não encontrou lugar para os escravos em suas pinturas: se a natureza era imensa, já os escravos surgiam cada vez mais diminutos, quase borrões no meio da tela. Os trópicos pareciam difíceis de representar, e Taunay sempre reclamou da luz brilhante demais da América, dos verdes "excessivos" das florestas e do céu do Rio de Janeiro, que considerava absolutamente "exagerado". Por outro lado, a tão sonhada Academia não saía do papel, e, quando finalmente foi fundada, Taunay acabou preterido na estrutura da instituição.


Livro fartamente ilustrado - são 103 imagens em preto-e-branco e mais dois cadernos coloridos com 45 telas que o pintor realizou na Europa e no Brasil.

Sobre a autora


Lilia Moritz Schwarcz é professora titular no Departamento de Antropologia da USP. Em 1999 seu livro As barbas do imperador - D. Pedro II, um monarca nos trópicos ganhou o prêmio Jabuti de ensaio.

http://www.livrariaresposta.com.br/


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