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Cuba, Exemplo Mundial em Desenvolvimento Sustentável: Outro Mundo É Possível

30.10.2016
 
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Enquanto o clima "está se degradando a um ritmo sem precedentes na história", Cuba é modelo em desenvolvimento sustentável no planeta de acordo com informe (http://www.wwf.es/noticias/informes_y_publicaciones/informe_planeta_vivo_/) bianual da organização ambiental World Wide Found for Nature (WWF), emitido no último dia 25 em Pequin. 

por Edu Montesanti

 

Para o WWF, se o nível de consumismo seguir dentro do atual estágio, em 2050 a humanidade precisaria consumir os recursos naturais e a energia equivalentes a dois planetas Terra. Há alguns anos, outros estudos já haviam advertido que se cada brasileiro, chinês e indiano levasse o estilo de vida consumista norte-americano, precisaríamos de três planetas Terra para sobreviver.

 

"Cuba, no entanto, apresentou bom desempenho - ainda não é perfeito - combinando desenvolvimento humano e impacto ambiental, com alto nível de alfabetização e alto nível de expectativa de vida, ao passo que usa pouca energia e recursos naturais", afirmou Jonathan Loh , um dos líderes do estudo, durante a apresentação do relatório na capital chinesa.

 

O WWF desenvolveu em seu relatório um gráfico sobrepondo duas variáveis: o índice de desenvolvimento humano (estabelecido pela ONU) e a "pegada ecológica" (http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/pegada_ecologica/o_que_e_pegada_ecologica/), que indica a energia e os recursos consumidos por pessoa em cada país.

 

Surpreendentemente, apenas Cuba em todo o mundo apresenta, em ambos casos, níveis suficientes que permitem que o país caribenho seja apontado como um país que "cumpre os critérios mínimos para tal consideração".

 

Loh também o bom nível de desenvolvimento humano de Cuba, de acordo com a ONU, deve-se ao alto nível de alfabetização e à muito alta expectativa de vida de seus cidadãos, fruto dos elevados investimentos do Estado em saúde.

 

A América Latina em geral, é considerada a região com os níveis mais altos de sustentabilidade do planeta. Paradoxalmente, é a região com maior índice de ativistas ambientais violentados e assassinados segundo relatório (http://www.telesurtv.net/english/news/Murder-of-Activists-in-Latin-America-Out-of-Control-Oxfam-20161025-0024.html) publicado pela Oxfam, também dia 25. 

 

Capitalsimo & Barbárie: Outro Mundo É Possível

 

Em 2013, três conceituados cientistas da NASA haviam publicado um impactante estudo no qual, fundamentando-se em complexos modelos matemáticos, prognosticaram o possível colapso da civilização humana em poucas décadas.

As causas evidenciadas como determinantes para se chegar a tais conclusões foram principalmente duas: a insustentável super-exploração humana dos recursos do Planeta e a crescente desigualdade social, justamente as duas mais fortes características do capitalismo, inerentes à "lógica" deste sistema - que é ilógico. 

Observou o mensal Tribuna Popular da Venezuela, em dezembro de 2014:

"O Capitalismo é baseado em crescer ou perder, o que significa dizer que se o capital não cresce, a burguesia não acumula. A questão é que o acúmulo do capital é limitado. Assim, a contradição que emana do capitalismo em sua fase imperialista é insolúvel em seu próprio marco. Disto se compreende a lógica depredatória e agressiva do capitalismo.

"Disto se compreende que a lógica depredatória e agressiva deste sistema. E isso não é uma questão de maldade e nem de distúrbio mental de alguns capitalistas, mas a lógica do próprio capital, que na morte e no saqueio dos nossos povos cifra seu acúmulo. Mas, ainda assim, não pode solucionar sua contradição: a contradição que o desenvolve e o coloca em xeque."

Segundo reportagem do Instituto Humanitas Unisinos de 25 de junho de 2014, em entrevista com o economista francês Gaël Giraud:

"Os mais ricos, independentemente dos países, são os que mais poluem o planeta causando, portanto, a destruição do clima e da biodiversidade, o que resulta em processo de desumanização.

"Aponta Giraud: '(...) Na atualidade, uma pequena centena de pessoas no mundo possui riqueza equivalente à metade da humanidade. (...) A miséria afunda os mais pobres num inferno, e a ultrarriqueza isola os mais ricos num gueto separado do resto da humanidade, em pânico de perderem o seu conforto, incapazes de participar de um projeto histórico e político que ultrapasse as dimensões que são próximas da sua vida de luxo. Praticar justiça é uma libertação não somente das vítimas, mas também dos carrascos.'"

 

No caso particular do Brasil, altamente despolitizado e onde o marketing canalha, por conseguinte, acaba atingindo o ápice mesmo entre a propalada "nata intelectual", criando assim necessidades absurdas até entre crianças e transformando cidadãos em consumidores profundamente idiotizados, a maior desgraça é que se conseguiu transformar os pobres em seres reacionários, sem o menor senso de cidadania.


Moral de toda essa história: dinheiro acima das básicas necessidades humanas não apenas não traz felicidade, como é o motivo da desgraça de todas as espécies. Ser anticapitalista hoje vai muito além de ideologia: é uma questão de sobrevivência. A felicidade e a vida na Terra dependem de um outro mundo, possível. E isso só vem através da luta e da resistência pacífica que começam com a mesma educação que o atual governo tupiniquim, sagazmente, corta ainda mais. Fora Temer! Que viva o socialismo!

 

 


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