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Cuba – uma breve história de um povo de coragem

27.02.2008
 
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A nova crise com os EUA surge quando os soviéticos implementam um conjunto de bases em Cuba, com mísseis nucleares e Kennedy, presidente dos EUA, bloqueia o país, impedindo os cargueiros da URSS de ali chegarem.

Um acordo põe fim à crise. A União Soviética desiste das bases e os norte-americanos aceitam respeitar a soberania da ilha.

A totalidade dos investidores dos EUA em Cuba, quando do regime Batista, declarava seus bens ao imposto de renda em valores irreais, abaixo, muito abaixo do que de fato possuíam. Castro quando desapropriou as terras e empresas dos EUA valeu-se desses dados e isso provocou revolta entre os latifundiários e empresários, levando os Estados Unidos a decretar um bloqueio econômico, a forçar países latino-americanos a aceitarem a expulsão de Cuba da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Esse tipo de reação de organizações terroristas como a Casa Branca persiste até hoje. É parte intrínseca do capitalismo. A sonegação, a exploração do homem pelo homem não é privilégio da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo) e nem da DASLU. Vem de longe, aqui é um dos braços das máfias centrais.

A “Emenda Platt”, que no início do século passado, tornou Cuba um protetorado dos EUA, assegurando o direito de explorar a ilha, deixou ressentimentos e o anti-americanismo dos cubanos ganhou força com as posições dos sucessivos governos daquele país contra Fidel.

Cuba possui um serviço de saúde universal, a rigor não tem desemprego, educação de boa qualidade a todos os cubanos (não existe analfabetismo) e com a ascensão de governos de esquerda (Chávez, Lula, Morales) em países da América do Sul, o retorno dos sandinistas ao poder na Nicarágua (Daniel Ortega), começa a romper o bloqueio norte-americano.

Um detalha importante. EUA e Espanha são aliados hoje em ações contra Cuba e o governo socialista.

Os níveis de crescimento de Cuba na atualidade são altos e as perspectivas de melhoria na economia são reais, o que mantém preservadas as bases do socialismo lançadas e consolidadas por Fidel.

O prestígio do líder cubano foi fator de preservação do movimento revolucionário.

A era RAUL CASTRO que se inicia a rigor hoje, como disse o próprio presidente, mantém intactos os ideais revolucionários.

Cuba foi decisiva na consolidação da independência da Angola, ameaçada pelos portugueses e norte-americanos e o fascínio da revolução, na década de 60 do século passado, levou os Estados Unidos a patrocinarem e a fomentar golpes militares de extrema-direita na América Latina.

Ditaduras cruéis a sanguinárias instalaram-se em países como o Brasil, o Chile, a Argentina, outras foram mantidas como no Paraguai, na Bolívia e na América Central, enquanto a “democracia” mexicana era administrada por Washington, até a conquista definitiva da colônia com o NAFTA (tratado de livre comércio entre México, Canadá e EUA).

Fernando Moraes no seu livro “A Ilha”, best-seller até hoje, amigo pessoal de Fidel, narra um fato interessante.

Nos primeiros momentos da revolução o governo importou um touro reprodutor do Canadá para criar um rebanho em Cuba. O touro não funcionou e custaram a perceber que o dito cujo viera de um país frio para um país onde o calor é permanente. Um curral com ar condicionado e a temperatura do Canadá permitiu que o rebanho cubano fosse criado.

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