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«Revoada» do Brasil inicia temporada do Teatro Solis de Montevideu

20.03.2008
 
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«Revoada» do Brasil inicia temporada do Teatro Solis de Montevideu

O 25 de Agosto de 1856 o berço da história recebeu o “neném” mais bonito da cultura nem só montevideana sinão uruguaia, o Teatro Solis que logo ter cochilado alguns anos na segunda metade do século XX, quase 152 depois entra na era moderna tendo ganho até site que sem refletir o «tamanho» histórico do prédio consegue salientar o perfil dessa jóia arquitetônica da Cidade Velha da capital uruguaia.

Ainda hoje o “Solis” continua sendo atraente para os turistas todos que caso quiserem podem receber a acolhida e o leru-leru quase de cor dos monitores em horários marcados com antecedência montando um roteiro no interior desse muséu que continua respirando e contagiando cultura dessa ímpar.

A temporada de Dança no Teatro Solis teve a estréia 2008 por conta da Companhia de Dança Comtemporânea brasileira «Cisne Negro» os días 11 e 12 de Março cativando os amadores desta forma artística adorável e lotando as platéias e quanta poltrona estiver disponível do maior palco uruguaio nas duas sessões, remarcou a Elena Firpi.

É bom salietar que tudo quanto tem a ver com Comunicação e Imprensa no «Solis» fica do lado da Sra. Firpi que lembra-se do PRAVDA a cada vez que a informação é destaque, porém valorizamos e agradecemos sua gentileza mesmo que faça parte de sua tarefa profissional pois continuamos «brigando» na procura de informações seja qual for o segmento e muitas vezes fica difícil obtê-las .

Nada acontece só por acaso e trazer o título «Revoada» nesta data para o Teatro Solis não é estranho minimo para todos aqueles pesquisadores históricos que ficamos envolvidos pelos fatos que desenvolveram-se naquela Antiga Cidade de Montevidéu quase um século atrás.

Todos os leitores do PRAVDA que conseguem ler nossas matérias terão conferido que temos como alvo a montagem de um livro cujo conteúdo inclua a vida «montevideana» de um lisboeta, adotado pelo Brasil como herói, bem mais conhecido como o Barão de Amazonas.

Por incrível que pareça, a capital uruguaia ficou super movimentada á partir do primeiro de Abril de 1908 pois pessoal de dois navios da Marinha Brasileira ancoraram no porto de Montevidéu ficando no eixo de uma semana.

Sem dúvida que o objetivo do Império Brasileiro foi levar e oferecer sua homenagem eterna aos corpos de dois heróis «brasileiros» que morreram aquí em 1882 e 1895 como foram o caso do Barão de Amazonas e o Luis Philippe de Saldanha da Gama.

Logo das homenagems da diplomacia uruguaia como despedida (tendo naquela data o tal Barão sua filha uruguaia morando no atual Calçadão Sarandí) as tripulações dos navios brasileiros contornaram o Teatro Solis rumo ao Porto pasando logo pela porta que ainda hoje existe da residência daquele herói do século XIX e que suas mãos abriram-na milhares de oportunidades.

O 7 de Abril de 1908, sem dúvida houve “Revoada” de marinheros e diplomacia brasileira além dos curiosos da vizinhança na porta do Teatro Solis sendo que semana retrasada, os días 11 e 12 de Março e 2008, quase um século depois houve «Revoada» da melhor arte brasileira da atualidade, a Companhia de Dança Contemporânea «Cisne Negro» mas desta vez no cenário principal deste ícone da cultura uruguaia.

«Cisne Negro» comemora trinta e um anos seduzindo acima do cenário apresentando hoje três coreografias excepçionais como «Elgar» do coreógrafo Victor Navarro, «1,2,…7» e «Revoada» (quer dizer Revuelo em castelhano) criadas pelo famoso Diretor e Coreógrafo Gigi Caciuleanu.

A Companhia «Cisne Negro» sob direção artistica da Hulda Bittencourt, comemora no 2008 trinta e um anos curvando-se e ouvindo o bate-palmas dos fãs pelos diferentes palcos do mundo.

Sem dúvida trata-se de uma das melhores Companhias contemporâneas do Brasil, que sustenta seu andar de sucesso baseada em uma filosofia extremamente original, trabalhando acima da tradição e se preocupando em continuar cativando novos amadores, procurando público sensível, bom de cabeça, que seja capaz de apreciar inovação e beleza daquelo que é primoroso.

A Companhia nasceu do ventre da Hulda Bittencourt que preparou uma mistura explosiva que com certeza ia estourar tempo depois. Porém foi a Hulda a responsável dessa união que ia surgir entre as dançarinas do famoso balé «Cisne Negro» com alguns atletas da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo, bem mais conhecida como a USP.

Ter «grudado» esses dois universos acabou dando o perfil á turma, gerando uma dança espontânea, com enchente de energía, como aquele jeitinho vigoroso dos homens, além da grande qualidade técnica e artística.

A Companhia «hospeda-se» dentro de uma visão contemporánea de dança desta parte do mundo, trabalhando sempre com coreógrafos jovens e inovadores.

Eis aquí alguns destaques: Vasco Wellencamp (Portugal), Gigi Caciuleanu, Patrick Delcroix (França), Michael Bugdahn (Alemanha), Janet Smith y Mark Baldwin (Inglaterra), Ana Maria Mondini, Dany Bittencourt, Denise Namura, José Possi Neto, Tindaro Silvano, Mario Nascimento y Rui Moreira (Brasil), Julio López y Luis Arrieta (Argentina), Víctor Navarro (Espanha) e Itzik Galili (Israel).

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