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Livros de João Craveirinha 2005

19.09.2006
 
Pages: 1234
Livros de João Craveirinha 2005

JEZEBELA

R O M A N C E

O CHARME INDISCRETO DOS QUARENTA

CRÓNICA DE UMA MULHER

DEDICATÓRIA

À Marynuela Musa do Parnaso nos bons e maus momentos. A gratidão do Autor pelo estímulo nos caminhos da Cultura.

Ao Editor Gil Magno Leite que tornou este livro possível

BREVE COMENTÁRIO

Sobre o trabalho literário do autor João CRAVEIRINHA foi escrito…

…- “Gosto da forma como articulas os assuntos aparentemente não relacionados o que os confere uma dimensão muito maior e interconectada e foge do convencional confinamento dos temas em gavetas que são imensamente pequenas para os comportar e portanto enclausuram o conhecimento como verdade descoberta… Essa forma tua de escrever redimensiona os assuntos, colocando-os numa escala cíclica atemporal.”

Elisângela Costa, 2004.01.29

Universitária Moçambicana em São Paulo - Brasil.

(EXÓRDIO pelo Compositor Brasileiro, GILBERTO GIL e Ministro da Cultura do Brasil - Não inserido por atraso do envio do texto)…

PREFÁCIO por CALANE DA SILVA

Ainda me lembro muito bem quando, em 2002, João Craveirinha, filho de João José Craveirinha, irmão (mais velho) do grande épico nacional ( José João Craveirinha ), e, primeiro mulato a atingir por mérito próprio o posto de Director dos Serviços de Finanças ( Fazenda ), de Lourenço Marques, me veio pedir para fazer a apresentação do seu primeiro livro, sugestivamente, intitulado Moçambique – Feitiços, Cobras e Lagartos e que, literariamente, subintitulou Crónicas Romanceadas, obra que em Portugal já vai na sua 3ª edição.

E parece que a apresentação deve ter agradado ao escritor, uma vez que, não muito tempo depois, num conhecido Café da zona alta da capital (Maputo), o João me colocou diante dos olhos um volumoso pacote de folhas impressas e escritas a computador e me pede para fazer o prefácio. A obra estava intitulada Jezebela – O Charme Indiscreto dos Quarenta e subintitulada Crónica Romanceada.

Confesso que hesitei em aceitar o responsável encargo, primeiro pela sobrecarga de trabalho que ultimamente me tem atarefado e criado até problemas de saúde, e, depois, também pelas razões inerentes ao próprio discurso prefacial.

Efectivamente, quando me pedem para fazer prefácios fico sempre um pouco embaraçado não só porque o prefácio não é um estudo introdutório da obra, mas também porque é de certa maneira um pequeno texto de apresentação mais “conciliador” e, simultaneamente, “redutor” em relação a um discurso mais crítico quando a leitura da obra a isso nos podia obrigar.

De qualquer maneira, quem sou eu, escriba nado e crescido na periferia da cidade e do mundo e talvez por isso atento a tudo o que se passa na sociedade humana e também investigador desse velho mas sempre renovado campo da literatura, para recusar uma tarefa prefacial que ultrapassa a praxis editorial e salta para o prazer de ler e comentar o que se faz na arte da escrita?

Por conseguinte e sem mais delongas, vamos viajar pelo mundo de Jezebela.

Novamente temos um João Craveirinha fazendo um percurso literário a partir da crónica, essa modalidade de escrita tão propícia à aliança bonita entre o texto eivado de litariedade e um conteúdo temático abrangente e que pode ir do elogio mais cândido à crítica mais feroz.

Se na sua primeira obra as crónicas (algumas já antes publicadas) vão-se sucedendo num claro objectivo de exposição sócio – histórica e, sobretudo, de uma incursão a factos e nomes da etno – história moçambicana, em que se percebe um grande esforço de investigação hermenêutica por detrás desses dados, e onde também se vislumbra a sageza do etnólogo António Rita Ferreira (funcionário do quadro administrativo e que residiu em Moçambique durante mais de 40 anos) a quem, aliás, o autor agradece a crítica ao que escreveu e investigou, nesta segunda obra o autor, continuando embora a trilhar a via da Crónica Romanceada, faz, no entanto, uma inovação curiosa. Senão vejamos.

Efectivamente, João Craveirinha não deixando de lado os aspectos sócio-históricos e da etno – história moçambicana, assim como da actualidade político – económica e sócio – cultural deste país à beira do Índico, faz uma autêntica engenharia discursiva para a ligação de todo esse mundo que a crónica abrange.

Utilizando inúmeras das suas crónicas, palestras e entrevistas dadas à estampa em diferentes ocasiões na imprensa moçambicana ou transmitidas pela televisão, João Craveirinha, o autor empírico, arquitectou um texto de ligação entre elas em que um narrador vai contando a estória de Jezebela, essa mulher cheia do tal Charme Indiscreto dos Quarenta. Porém, sobre esta narração assim conseguida interessa tecer algumas considerações analíticas.

De facto, tal como aparecem no todo da estória, as crónicas parecem suceder-se em número muito elevado e de configuração extensa.

Um outro facto que contraria, às vezes e também, a necessária economia do texto narrativo de ligação das respectivas crónicas, palestras e entrevistas, é a constante (excessiva?) informação etimológica dos lexemas utilizados e também de detalhes sobre a etno e sócio-história que bem poderiam vir em notas de rodapé.

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