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Projetos utilizam medicina natural para reduzir morte de índios

17.08.2013
 
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Para reduzir a mortalidade materna nas comunidades indígenas do México, a diretora geral da Comissão Nacional para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas (CDI), Nuvia Mayorga Delgado anunciou que as parteiras locais serão capacitadas para fazer o serviço de forma adequada durante as emergências. A medida será implantada nos três estados que enfrentam o maior número de mortes maternas como Son Guerrero, Oaxaca e Chiapas, nos quais são estimados que 5% das mulheres morrem por ano por falta de cuidados especializados no momento do parto.


Emilly Sousa
Adital
Foto: Blog Racismo Ambiental

Mayorga explicou que com os primeiros resultados do projeto será possível quantificar a redução das mortes. Também serão construídas as Casas da Mulher da CDI para que as parteiras atendam aos indígenas no trabalho de parto e que por causa da distância não podem chegar a tempo em um Centro de Saúde.


Projetos de saúde embasados na sabedoria milenar dos indígenas podem servir de grande valia, levando em consideração que a principal carência dessas populações são os serviços de saúde. No estado de Puebla, por exemplo, 53% dos índios não possuem esses benefícios, de acordo com dados dos indicadores sociodemográficos da população indígena de 2010. Os 200.000 existentes no estado se dividem em sete etnias, todas carentes de serviços de saúde, educação, emprego, dentre outros, assim como residências sem água, eletricidade e com chão de terra batida.


Desta forma, além dos projetos implementados pelo governo, os próprios índios estão buscando alternativas para conservar a medicina tradicional de suas tribos, o que acaba contribuindo em momentos de emergência, na qual não é possível chegar a tempo em um hospital. Exemplo disso é que na localidade de Huauchinango, no mesmo estado de Puebla, dez índios formaram uma associação civil com o fim de romper a inercia da falta de recursos para preservar suas crenças e saberes. Criaram a Clave Única de Inscripción (Cluni).


Assim, cada membro terá um registro fiscal lhes permitirá o acesso a programas de apoio governamentais. Eles também tiveram sua forma de trabalho legalizadas e oferecem consultas para nos escritorios da Comissão para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas (CDI), onde atendem pacientes como curandeiros, parteiros, dentre outras. Vale lembrar que a ideia tomou força com o que aconteceu em 2008, quando a medicina tradicional foi reconhecida como um método complementar da medicina alopática, e locais foram instalados em alguns hospitais para as atuações de curandeiros e rezadores.


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