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FARC: Primeiro de Maio, dia do trabalho

13.05.2010
 
Pages: 12
FARC: Primeiro de Maio, dia do trabalho

Há mais de 162 anos, os mais grandes pensadores e ideólogos da classe proletária, Marx e Engels, unidos por uma amizade sem precedentes na historia humana, convidavam através do Manifesto Comunista à unidade, fraternidade e solidariedade entre os explorados do mundo.

"Proletários de todos os países, uni-vos" Carlos Marx e Federico Engels.

Há mais de 162 anos, os mais grandes pensadores e ideólogos da classe proletária, Marx e Engels, unidos por uma amizade sem precedentes na historia humana, convidavam através do Manifesto Comunista à unidade, fraternidade e solidariedade entre os explorados do mundo.

Esses dois gigantes do pensamento e incansáveis operários da inteligência armaram ideologicamente o proletariado, criaram-lhe consciência de classe e, o mais importante, descobriram cientificamente sua missão histórico-universal transformadora de sepultar a burguesia como classe e, sobre sua tumba edificar uma sociedade sem classes, na qual o homem deixe de ser “lobo do homem”.

Desde então, essa verdade científica vem-se abrindo passo a empurrões através dos intrincados fenômenos sociais, mas nunca antes como hoje, essa grande verdade se havia volto tão evidente e tangível, ante a incapacidade física e moral da burguesia de seguir administrando nossa Casa Planeta, onde a irracionalidade da ganância e o insaciável apetite de lucro, assentados na propriedade privada sobre os meios de produção social, têm ocasionado uma profunda crise de caráter sistêmica, como as crises econômica, alimentaria, energética e climática, cuja coincidência no tempo e lugar têm todas as espécies vivas, incluída a espécie humana, ao bordo de sua desaparição, onde la célebre frase de Rosa Luxemburgo: “Socialismo ou barbárie” tem passado por modificações, adquirindo um caráter muito mais catastrófico, onde o Socialismo deixa já de ser uma opção como alternativa política, para se converter em uma necessidade como única forma de preservar a vida sobre a Mãe Terra, de tal maneira que todas as espécies vivas estão sob o inequívoco dilema de: “Socialismo ou Morte”; “Socialismo ou destruição total”; “Socialismo ou desaparição de todos os seres vivos que atualmente habitam na Terra”.

A Cúpula Climática realizada em Dinamarca marcada pelo egoísmo burguês e a aberta contradição entre as leis objetivas do desenvolvimento e a própria existência do Capitalismo como Sistema, deixou claro que o destino de nosso Planeta não pode estar em mãos de quem como classe já têm cumprido seu papel histórico e têm posto a humanidade e o Planeta ao borde de sua completa desaparição, mas em mãos dos povos e das forças progressistas do mundo, que encarnam o novo, o desenvolvimento, o futuro e a vida mesma como ficou demonstrado na recente Cúpula do 21 de abril em Cochabamba (Bolívia) sobre o Cambio Climático e s direitos da Mãe Terra, promovida pelas organizações sociais e liderada pelo residente Evo Morales e os indígenas, com participação de 35 países.

Neste 1º de Maio e sob esse contexto mundial, as FARC-EP saúdam a classe operária colombiana e todos os trabalhadores, quem têm a particular e transcendental tarefa de se organizar sob a divisa do momento: a unidade, para reconquistar nas ruas seus históricos direitos conquistados em longas e cruentas jornadas de luta e, pisoteados por Uribe; como têm sido a eliminação da Prima do mês de junho para os aposentados, o mesmo que a Prima de antiguidade; o aumento da idade para se aposentar; o aumento da idade para se aposentar e, lógico, o aumento do número de semanas de cotização para poder se aposentar; por haver acabado com a estabilidade operária; pelo fechamento de hospitais; pelo aumento das tarifas dos serviços públicos; por eliminar centenas de empregos; por aumentar o IVA e sua ampliação a vários artigos de primeira necessidade, por aumentar o impostos indiretos, entre eles o 4 por mil; pelo permanente, sob qualquer pretexto, aumento do preço da gasolina; pelo desavergonhado intento (já foi derrubado pela Corte Suprema) e, sob o guarda-chuvas da "Emergência Social", através de 16 decretos, impor um serviço de saúde desumano e, abertamente classista, onde desapareceria a tutela para os tratamentos de alto custo e que os pacientes deveriam pagar com suas poupanças, benefícios trabalhistas e patrimônio; se desqualificava os profissionais da Saúde e se mercantilizava ainda mas os serviços.

Hoje há 22 grupos paramilitares com aproximadamente 11.000 homens em armas; o mesmo número que havia no ano 2002, quando recebeu o mandato Uribe Vélez. Dessa forma a "Segurança Democrática” pode se resumir como a guerra total contra o povo, caracterizada pela “Constante violação dos direitos humanos, as diárias infrações contra o Direito Internacional Humanitário, a criminalização, perseguição..." e escutas telefônicas ilegais contra a oposição política, pessoas que estão no exílio e, o deslocamento forçoso.

Nunca antes para um povo uma noite de tortura havia sido tão triste e longa, nem a negação da vida em todas suas expressões tão prolongada, como durante os 8 anos de Segurança Democrática", onde cerca de 20 milhões de compatriotas se encontram na pobreza, 9 milhões na miséria absoluta, 4 milhões de descolados forçosos, onde 1.250 pessoas, em sua maioria mulheres e meninos são em pro-médio enxotadas de suas terras cada 24 horas; 8.000 desaparecidos; entre 1998 e 2008 foram assassinados 1.362 indígenas; 1300 compatriotas assassinados a sangue frio nos "falsos positivos" pela Força Pública, entre os anos 2002 e 2009 cumprindo ordens do ministro da defesa Juan Manuel Santos; entre o 2002 e 2009 mais de 479 sindicalistas foram assassinados.

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