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Sessenta países e só um Óscar

12.10.2006
 
Sessenta países e só um Óscar

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas norte-americana anunciou ontem que 60 países competem para disputar o Oscar de melhor filme estrangeiro, na 79ª edição do prêmio.

Segundo a organização, trata-se do maior número de filmes em competição até agora. Todos os filmes foram indicados por seus respectivos países de origem, e cumprem os requisitos para fazer parte da categoria. Desse grupo sairão os cinco candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro, que serão anunciados em 23 de janeiro de 2007 junto com as outras categorias.

Entre os 60 candidatos aparecem filmes como "Volver" de Pedro Almodóvar, da Espanha, e "O labirinto do fauno" de Guillermo del Toro, do México. "El Benny", de Cuba; "Maroa" da Venezuela; "Derecho de familia" da Argentina; "Na cama" do Chile; "Ladrones y mentirosos", de Porto Rico, e "So с ar no cuesta nada", da Colómbia, são outros representantes latino-americanos. Também concorrem ao Oscar o filme peruano "Made in USA" e o boliviano "American Visa". A Itália, país com um maior número de estatuetas na categoria de filme estrangeiro, participa com "Nuovomondo", de Emanuele Crialese. A França, concorre com "Fauteuils D'Orchestre", de Daniele Thompson.

Outros títulos que despertaram o interesse da crítica especializada são "The Lives of Others", da Alemanha, e o holandês "Black Book". Este último foi dirigido por Paul Verhoeven, nome popular em Hollywood, que este ano retorna a seu país para retomar sua carreira, após fracassos como "Showgirls".

O Brasil apresentou para a disputa por uma vaga o filme "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes (foto). O longa-metragem já recebeu mais de 40 prêmios em diversos festivais, como o 9º Festival de Cinema Luso-Brasileiro, o 21º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, o 10º Festival de Cinema Latino-americano de Lima, a 29ª Mostra BR e o Festival de Cannes. A produção chegou a receber elogios do jornal "The New York Times".

Na história, que se passa em 1942, o ator alemão Peter Ketnath vive o mascate germânico que percorre o serto nordestino vendendo aspirinas em um caminhão e acompanha por rádio o drama da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Ele faz dupla com o baiano João Miguel, que vive o sertanejo Ranulpho (na Mostra BR 2005, ele ganhou o prêmio de melhor ator, escolhido pelo júri internacional).


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