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Novo livro de Petrônio Souza Gonçalves

07.10.2007
 
Novo livro de Petrônio Souza Gonçalves

Depois de “Memórias da Casa Velha”, contos, de 2004, e “Quando a Curva Faz a Vida do Rio”, poemas, de 2006 - ambos com suas edições esgotadas - o escritor e jornalista mineiro Petrônio Souza Gonçalves lança seu terceiro livro: “Adormecendo os Girassóis”, Editora Europa, Rio de Janeiro - poesia.

O escritor mineiro Petrônio Souza Gonçalves lança seu mais novo livro, “Adormecendo os Girassóis”, poesia,

Editor Europa, Rio de Janeiro. Dia 22 de outubro, às 20hs, no Restaurante Cozinha de Minas

(Rua Gonçalves Dias, 45), Funcionários, Belo Horizonte.

Depois de “Memórias da Casa Velha”, contos, de 2004, e “Quando a Curva Faz a Vida do Rio”, poemas, de 2006 - ambos com suas edições esgotadas - o escritor e jornalista mineiro Petrônio Souza Gonçalves lança seu terceiro livro: “Adormecendo os Girassóis”, Editora Europa, Rio de Janeiro - poesia. Neste seu segundo livro de poemas, Petrônio passeia pelo universo de sua história, mineral e universal, povoada pelas coisas do porão e pelas incertezas de quem vive ‘preso’ entre montanhas.

O livro traz, entre seus oitenta poemas, uma seção especial dedicada ao poeta Mário Quintana - uma de suas influências - com os poemas Quintanear I, II, e III, em que se lê no Quintanear I: “Subíamos o mesmo caminho; ele com um peso nas costas, eu leve como passarinho...”. Essencialmente mineiro, o autor homenageia também algumas cidades e lugarejos de Minas, como nos poemas “Ouro Preto”, “Conceição do Mato Dentro”, “Cocais”, “São Bartholomeu”, “Serra do Cipó”, “Serro”, “Diamantina”, “Poços de Caldas”, entre muitos outros, além das represas de Furnas e Três Marias.

Vencedor do Concurso Nacional de Literatura da Academia Mineira de Letras de 2005, como segundo colocado, Petrônio viabilizou parte da edição desse livro com o prêmio recebido do Concurso. Em 2006, o multi-artista Saulo Laranjeira selecionou alguns dos textos do livro, que ainda estavam inéditos, e os gravou com o título “Colhendo Estrelas”, em seu cd “Assunta Brasil”, em que registra textos dos grandes poetas brasileiros.

O prefácio do livro é assinado pelo jornalista, escritor e poeta José Maria Rabêlo, que declara que “a poesia de Petrônio Souza Gonçalves não tem o ranço das coisas guardadas no baú, que ficam mofando pelos cantos da casa, longe do sol e da vida. Ao contrário, ela brota sobre o papel com a força e a energia que marcam a verdadeira obra literária. Nada em sua obra é artificial ou postiço...”.

Outro que se rendeu à poesia de Petrônio foi o veterano jornalista, escritor e poeta Sebastião Nery, que assina a apresentação do livro, dizendo que: “É só ler esses belos e viscerais poemas de Petrônio Souza Gonçalves. Como as gaivotas, eles levitam e mergulham. Afloram e submergem. É uma poesia feita de luz e sombra, flor e cacto, carne e sangue. Petrônio poderia reunir e publicar seu jornalismo tão generoso, seus contos tão mineiros, sua prosa tão exata, enxuta, despojada. Preferiu, e fez bem, dar-nos em livro sua poesia, mágico encontro entre a beleza e a pedra, o sonho e a dor, a vida e a morte”.

O escritor e reitor da UNA Padre Geraldo Magela, que assina a orelha do livro, diz que a poesia de Petrônio “traz sempre um torpedo de emoção, uma mensagem de vida, de esperança, de amor”.

O livro traz ainda o depoimento do escritor e presidente da Academia Mineira de Letras Murilo Badaró, que afirma ser Petrônio “um caso extraordinário de vocação intelectual”. Para o compositor Marcus Viana “a poesia de Petrônio soa como uma palavra luminosa e sonora, como o riacho limpo de um interior mineiro perdido no tempo; como a letra de uma canção que atravessa os anos e enche nosso coração de cintilâncias...”. O jornalista e apresentador de tv Otávio di Toledo declara ser a poesia de Petrônio “uma tradução dos sentimentos e da alma mineira”.

Para o autor, o poema “Destino” revela muito da atmosfera substancial e mineral do livro, sendo os versos: “Eu sou um trem de ferro/ Que leva minérios/ No coração. / Eu sou um trem de ferro/ Que traz histórias/ No vagão./ Eu sou um trem de ferro,/ Seguindo os trilhos/ Da palma da minha mão”.

Atualmente, Petrônio mantém uma coluna semanal sobre política e cultura em mais de 40 jornais Brasil afora. Após o lançamento de “Adormecendo os Girassóis”, Petrônio já começa a trabalhar em um novo livro, em que inaugura uma nova fase em sua poesia, com uma temática mais existencialista. O livro se chamará “Braço de rio, pedaço de mar”.


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