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Hugo Chávez, um legado de amor e conquistas para a Venezuela e para o mundo

07.03.2017
 
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Este Domingo, 5 de Março, cumprem-se quatro anos desde que Chávez partiu fisicamente, o líder reconhecido da Revolução Bolivariana que neste século alterou a realidade política, social e económica da Venezuela.

A este propósito o comandante Hugo Chávez afirmou, "vamos varrer os últimos traços do Pacto de Punto Fijo", quando era candidato presidencial em Maio de 2000, referindo-se ao acordo entre os três partidos que em meados do século XX estabeleceram um regime político na Venezuela.

"É agora que vamos começar a concretizar a justiça social que nós venezuelanos tanto desejamos e que tanto precisamos nesta terra bolivariana", prognosticava o comandante Chávez nesse Maio de 2000.

De acordo com os resultados do relatório de 2013 da Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas (CEPAL), a Venezuela figura como ao país com a maior redução da percentagem de pobreza até 2012.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) venezuelano especifica que a redução da pobreza passou de 28,9% em 1998 para 19,6% em 2013; enquanto a percentagem de lares em pobreza extrema era em 1998 de 10,8% e calculou-se em 5,5% em 2013.

Fora isto, o coeficiente de Gini - que mede a desigualdade entre as nações - que era de 0,486 em 1998, desceu para 0,398 em 2013.

"A Venezuela vai ser um país modelo na América Latina e nas Caraíbas, a Venezuela vai ser um país modelo para o mundo (...) onde todos os venezuelanos e venezuelanas terão os mesmos direitos ao trabalho, à saúde, à educação, à habitação e à vida", foram algumas das palavras do líder socialista no princípio do século.

A taxa de desemprego desceu de 15,2% em 1999 para 7,1% em Abril de 2014; enquanto que o convénio com Cuba para a Saúde permitiu um serviço público mais inclusivo, permitindo atender a mais de 19 mil pessoas sem-tecto.

Em 1998 existiam 18 médicos por cada 10.000 habitantes, actualmente existem 58; de 5.081 clínicas construídas em quatro décadas do Pacto de Punto Fijo, houve um aumento para 13.721 em 13 anos. Os medicamentos de alto custo começaram a ser entregues gratuitamente aos cidadãos, principalmente os que padecem com patologias como cancro e osteoporose. 

Um dos maiores sucessos da Revolução Bolivariana: a criação em 2011 da Grande Missão Residência Venezuela (GMVV), que permitiu no passado dia 23 de Fevereiro a entrega de uma casa a um milhão e quinhentas mil famílias de todo o país.

"A entrega da residência número um milhão e 500 mil é um recorde mundial (...) Representa um esforço heróico. Nós somos o que dizemos e fazemos", declarou nessa altura o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Desde 1999 não foram poucas as adversidades que têm ameaçado constantemente o avanço da Revolução Bolivariana. Os desafios não cessaram e tampouco o vigor de um povo que se mantém num estado de luta permanente, unido pela força colectiva de Chávez, asseguram vários dirigentes do governo.

Uma das ameaças mais recentes é a dita guerra económica, denunciada pelo presidente Maduro como inescrupulosa medida que pretende utilizar uma via não política para alterar o rumo do país.

Iniciada por sectores vinculados à direita, o mecanismo aplicado foi a severa distorção das redes de distribuição e produção de produtos de primeira necessidade, entre eles os alimentos e os medicamentos. A resposta do povo chavista foi a criação de uma nova cultura socio-produtiva. 

Com base nos Comités Locais de Abastecimento e Produção (CLAP), os venezuelanos tentam superar as deficiências manifestadas pelo sector e deste modo avançar juntamente com o Executivo na procura de soluções para a conjuntura económica.

Apesar das investidas perpetradas pelos sectores da direita nacional, 2016 foi o ano de maior demonstração de lealdade para com o projecto revolucionário e de amor para com o comandante Hugo Chávez por parte do povo venezuelano, que reafirmou o seu compromisso de avançar pela via da revolução e da construção de uma Venezuela potência.

Assim se exprimiu o vice-presidente venezuelano Tareck El Aissami no decorrer da apresentação do relatório de gestão correspondente a 2016 perante o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), esta sexta-feira.

El Aissami realçou que o governo bolivariano pôde fortalecer-se perante as dificuldades económicas e as agressões políticas, graças ao apoio de um povo heróico que tem sabido resistir às investidas da direita tanto nacional como internacional.

"Hoje mais que nunca o povo venezuelano confia na Revolução Bolivariana e confia numa nação soberana e independente. E não podíamos esperar menos de um povo que tráz dentro de si o sangue mestiço da América índia, de libertadores e libertadoras", realçou.

Como parte do seu carácter revolucionário, Chávez advogou uma nova diplomacia com base na autodeterminação dos povos, no anti-imperialismo e na união entre os países da América Latina e das Caraíbas.

Uma união concretizada a 2 e 3 de Dezembro de 2011, quando se levou a cabo em Caracas a Cimeira Fundacional da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

Nessa ocasião, Chávez afirmou que "a CELAC nasce com um espírito novo; é a alma para a integração económica, política e social dos povos, algo bem distinto da OEA (Organização dos Estados Americanos), um organismo marcado pelo ultrapassado."

A CELAC, constituída por 33 países latino-americanos e caribenhos, sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá, tem como objectivo integrar a região de maneira independente a quaisquer eixos hegemónicos.

Na II Cimeira, que decorreu a 28 e 29 de Janeiro de 2014 em La Habana (Cuba), declarou-se a região como território de paz e deu-se início à aproximação à China, mediante a criação do Fórum China-CELAC.

Durante o governo do comandante Chávez, iniciou-se no país um processo de inovação tecnológica em várias áreas sociais para brindar com um melhor serviço o povo venezuelano, além de impulsionar o desenvolvimento económico com o Convénio Bilateral de Cooperação e Transferência Tecnológica com a China em 2000.

Uma das conquistas, a empresa socialista Venezolana de Telecomunicaciones (VTELCA), celebrou no passado dia 18 de Fevereiro oito anos de trabalho em prol da inovação das novas tecnologias ao serviço da cidadania venezuelana.

Sob o foco revolucionário, a VTELCA apresentou o primeiro telemóvel criado e produzido na Venezuela, o Vergatario 1, com uma distribuição de 708.000 exemplares em 2016, de igual modo se concebeu o Vergatario 2, que contou com uma produção de 981.522 peças.

Antes da chegada de Hugo Chávez ao Palácio Presidencial de Miraflores, o investimento em ciência e tecnologia era praticamente nulo.

Desde 2009 que o projecto educativo Canaima revolucionou as práticas pedagógicas nas escolas públicas deste país sul-americano. O objectivo deste projecto era democratizar o acesso às novas tecnologias e torna-las ao alcance de todos de maneira gratuita.

Até 23 de Dezembro de 2016 foram entregues cinco milhões 263.164 computadores portáteis e tablets Canaima de modo gratuito a estudantes do ensino básico, médio, diversificado e universitário da nação.

Fonte: Tirem As Mãos Da Venezuela | http://tamdv2015.blogspot.pt

 


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