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Apocalypse ou Revelação

07.01.2008
 
Apocalypse ou Revelação

Bryan Orquiza, artista plástico brasileiro, leva projecto a Londres - A idéia principal é provocar a degradação do planeta, sua destruição, seu desequilíbrio, sua morte, como uma proposta de revelação para o nascimento de uma nova humanidade, uma nova geração, uma nova esperança.

O projeto envolve a produção de 10 telas pintadas em acrílico, cada qual com a dimensão de 1 x 2 metros, sendo 6 verticais e 4 horizontais, 1 tela central em formato de cubo, com diâmetro de 2 metros (total de 6 telas justapostas em cubo, cada uma no formato de 2 por 2 metros), lembrando o globo terrestre e ao mesmo tempo simbolizando o útero, pendurado no centro da área expositiva sob um vértice, girando lentamente, com um espelho disposto no meio do chão, refletindo as imagens do cubo, e 10 latas de lixo distribuídas no caminho dos visitantes.

A idéia principal é provocar a degradação do planeta, sua destruição, seu desequilíbrio, sua morte, como uma proposta de revelação para o nascimento de uma nova humanidade, uma nova geração, uma nova esperança. Este globo central, em forma de cubo, pendurado por um dos vértices, ao simular o útero materno, contrapõe o processo de destruição da vida.

Segundo o próprio Bryan “o desafio do artista é sempre estar à frente, pesquisando os fatores compreensivos sobre a vida em humanidade, em busca de inquietações, indagações, angústias possíveis de revelarem novas respostas, comportamentos, crescimentos, descobertas. A linguagem do artista é universal.

Qualquer vivente, de qualquer cultura, idioma, raça, cor, história, compreende a cor, a forma, a composição, a luz, a profundidade. Esta capacidade de expressão global está direcionada para afetar a sensibilidade.

Meu trabalho prova esta vertente. Realizei os projetos Via Crucis, Mulheres de Cor e Dimensões, publicadas no livro digital Primeira Sinfonia. Como qualquer cidadão do mundo, sofro o impacto da destruição social e ambiental. Percebo a necessidade de provocar o renascimento de um homem mais integrado com o universo, suas forças, suas dinâmicas, seus equilíbrios. Que homem será este? Não sei. A única certeza é a da busca de uma compreensão melhor. Creio que o projeto possui um alcance global, importante para qualquer humano deste planeta.

Como artista, sinto-me na responsabilidade de participar dos desafios. Não tenho a menor capacidade para propor soluções mágicas. Nem por isso, posso permanecer calado, imóvel. Falo através dos pincéis, das telas, das imagens, das cores. Vou precisar de um espaço para pintar, suficiente para dispor as telas. Vou precisar dos materiais como suportes, chassis, tintas, pincéis. Vou precisar de documentação, principalmente fotográfica, de todos os passos. Vou precisar do apoio de estudiosos de arte, curadores, museólogos. Neste sentido, já disponho de uma estrutura básica.

Vou precisar de recursos expositivos para apresentar o projeto envolvendo o espaço arquitetônico, o espaço expositivo, a acessibilidade do visitante, incluindo textos, projetos expográficos, no sentido de encantar e seduzir os apreciadores de arte. Vou precisar de estrutura de divulgação. Vou dispor no tempo a produção do projeto. Visualizo a concepção de 4 trimestres. No primeiro trimestre pretendo produzir as primeiras 5 telas no formato de 1 por 2 metros. No segundo trimestre, as outras 5 telas também no mesmo formato. No terceiro trimestre, as 6 telas de 2 por 2 metros compondo o cubo central. No último trimestre, pretendo trabalhar profundamente o projeto expositivo, seus materiais, suas necessidades, seus objetivos.

A forma de acompanhamento será, em primeiro lugar, voltada para a consecução destes objetivos. Em segundo lugar, é muito importante perceber a construção de um conjunto. Em terceiro lugar, todas as referências documentais deverão ser revisadas semanalmente. O grande resultado será sem dúvida conseguir expor o projeto Apocalypse em Londres. Preciso do Artist Links.

Este é o meu primeiro objetivo neste momento. Já estou trabalhando no projeto. Estou desenvolvendo os conceitos, os esboços, os primeiros desenhos. Vou trabalhar em 4 trimestres, adequado ao calendário disponível. Em princípio visualizo os seguintes trimestres: 1) maio, junho e julho de 2008; 2) agosto, setembro e outubro de 2008; 3) novembro, dezembro de 2008 e janeiro de 2009; e 4) fevereiro, março e abril de 2009”.

Bryan Orquiza já editou seu primeiro livro – Primeira Sinfonia, com distribuição gratuita. Esta obra tem trabalhos realizados entre 2001 e 2007, com uma nova visão e percepção do mundo.


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