Pravda.ru

Sociedade » Cultura

Um passeio na ilha do sol

06.04.2010
 
Pages: 12
Um passeio na ilha do sol

Adelto Gonçalves (*)

ILHA DE RHODES – Quem pretende conhecer o genuíno estilo grego de vida não deve procurá-lo em Atenas, a movimentada, desfigurada, poluída e histórica capital da Grécia, mas numa das muitas ilhas que compõem este país e que estão espalhadas nos mares Egeu e Jônico. São seis mil ilhas e ilhotas, das quais somente 227 são habitadas. Se começar pela ilha de Rhodes, fará muito bem: a 45 minutos de Atenas, por um dos vários vôos que saem diariamente do Aeroporto Eleftherios Venizelos, a ilha é um paraíso, de onde se avista as montanhas da Turquia, país euro-asiático.

Os preços normais para vôos entre Atenas e Rhodes são de 125 euros por pessoa (só a ida), mas, nos últimos meses, as empresas Aegean Airlines e Olimpic Airways, que tradicionalmente fazem esse percurso, passaram a enfrentar a concorrência da Athensairways, que recentemente comprou aeronaves da Embraer. Por isso, surgiram promoções e tem sido possível fazer essa viagem de 600 quilômetros sobre o Mar Egeu por 32 euros por pessoa (só a ida). Essas promoções, porém, valem por tempo determinado e é preciso ficar de olho nos sites das empresas para aproveitá-las.

Pode-se optar também por seguir de Atenas para Rhodes por mar, numa luxuosa embarcação da Blue Star. A viagem dura aproximadamente 15 horas, saindo de Atenas sempre à tarde, para chegar a Rhodes na manhã do outro dia, por volta das 8 horas, nas proximidades do porto Mandraki, onde estão duas gigantescas colunas com os cervos (Elafos e Elafina), que são o símbolo da ilha, local em que na Antiguidade existia o chamado Colosso de Rhodes, uma estátua ciclópica de um deus grego, que foi considerada uma das sete maravilhas do mundo.

Para quem não tem pressa, vale a pena a opção marítima porque a embarcação para em muitas ilhas, inclusive na de Patmos, por onde passou o apóstolo Paulo, de quem, aliás, recomenda-se que se conheça bem a vida e suas epístolas que estão na Bíblia antes de se aventurar por estas paragens. O preço da passagem é de 50 euros por pessoa, o que não inclui direito a cama e cabine.

A viagem terá de ser feita em cadeiras simples em salão luxuoso, em ótimo ambiente, diga-se de passagem. O passageiro terá de passar a noite em claro ou, se quiser, pode cochilar numa cadeira pouco confortável. Quer dizer: na maioria das vezes, enquanto alguns passageiros ficam no bar, a maioria segue sentada até as 11 horas da noite, mas, depois, muitos passam a dormir nos sofás que existem a bordo.

Ao chegar à ilha de Rhodes, o visitante não deve se assustar com o jeito grego de dirigir automóvel: tal como em Atenas, para o grego dirigir significa buzinar sempre e em toda esquina. Os motoristas que ficam no pequeno aeroporto à espera de turistas falam inglês e conhecem todos os hotéis da ilha – que são muitos porque, à época da alta temporada, milhares de turistas tomam Rhodes de assalto.

Por isso, não age mal quem gosta de sossego e opta por conhecer a ilha na época do inverno. Como está próxima da Ásia, do Oriente Médio e do Norte da África, a ilha não costuma ter inverno rigoroso: os dias costumam ser ensolarados, apesar do frio de 10 graus. À noite, a temperatura costuma cair para cinco graus, mas nada que roupas mais pesadas não ajudem a suportar. Até porque há dias em que cai uma chuva enviesada, que vem de todos os lados, em função dos ventos que agitam o Mar Egeu.

Quem desembarca no porto Mandraki, nas proximidades do Palácio do Grande Mestre (Palace of Grand Master), castelo medieval que, aliás, foi reconstruído durante a ocupação italiana na década de 1930, se estiver com pouca bagagem, nem precisa tomar táxi porque a maioria dos bons hotéis fica no centro da cidade em ruas pequenas e bem estreitas: o Western Plaza Rhodes, de quatro estrelas, apesar de ser privado de boas vistas, oferece estadia de primeira por uma diária de 55 euros (quarto de casal, com café da manhã farto) à época do inverno.

Nas proximidades, ficam o Mediterranean, de quatro estrelas-plus, e o Ibiscus, ao lado do famoso Cassino de Rhodes e a poucos passos do Aquário, construído pelos italianos em 1924. Um pouco longe do centro, está o hotel Manousos, onde a diária pode sair por 45 euros, sem qualquer vista mais suntuosa e com instalações mais modestas. Obviamente, os preços no verão costumam triplicar.

No porto Mandraki, atracam muitos iates de milionários europeus. Em frente ao Mandraki, está o Novo Mercado (Nea Agora), com uma cúpula mais islâmica do que grega, que reúne uma série de pequenos estabelecimentos comerciais ao ar livre: cafés, restaurantes, mercearias e lojas que vendem o suvlaki, o famoso churrasquinho grego, que acaba impregnando o ar com o cheiro de carne de carneiro assada. Quem é adepto de fast food encontra McDonald´s e Pizza Hut no centrinho de Rhodes. Mas o melhor mesmo é parar numa cafeteria para tomar um café com leite ou o café gelado grego e comer uma bougazza ou um dos muitos doces gregos.

HISTÓRIA

Pages: 12

Loading. Please wait...

Fotos popular