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Festival de Locarno começa com filme de medo

03.08.2016
 
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O Festival de Locarno é o destaque para o cinema divertimento ou entretenimento, oportunidade para descobertas ou um encontro internacional para ver filmes de arte ou de autor? A resposta inclui essas três opções, embora em salas e momentos diferentes.

Exemplo, o Festival começa hoje (3) à noite com a projeção no telão de 300 m2 de um filme inglês, dirigido pelo escocês Colm McCarthy, The Girl with all the gifts (A Menina com todos os Dons), baseado num livro de ficção científica, contando o surgimento na Terra de um virus que extermina a maioria da população, por provocar nos infectados a gula pela carne humana. Embora vivos, os sobreviventes dessa peste são uma espécie de zumbis, prontos para atacar. O filme conta a história de algumas crianças portadoras do virus mas passíveis de controle, elas são alvo de pesquisas de cientistas para atacar o virus. Entre elas, Melanie, menina de alto QI. Um filme de ação e terror, un entretenimento capaz de tirar o sono dos oito mil espectadores noturnos da Piazza Grande. Destaque para a atriz Glenn Close.

Porém, a Piazza Grande não é exclusiva de entretenimentos, a prova é ali estar programado para o grande público o filme Palma de Ouro, de Ken Loach, Eu, Daniel Blake, um filme de fundo político e engajado como definiu a grande imprensa sobre o Festival de Cannes deste ano. 

Paralelamente, estarão sendo projetados os filmes da competição internacional sem preocupação comercial e outras mostras paralelas, trazendo a Locarno produções independentes americanas, européias e de países emergentes. Filmes dificilmente comprados pelos distribuidores internacionais, exceto se forem premiados, para serem exibidos nos cinemas comerciais, destinados, portanto, a serem vistos apenas pelo público exigente de Locarno. 

Locarno, que durante a direção de Marco Mueller (germano-italiano de mãe brasileira), revelou o cinema iraniano e seu grande diretor Abbas Kiarostami, falecido recentemente, costuma revelar filmes raros de países diferentes, nisso funcionando como subsídios de tratados de etnologia e antropologia. 

Este ano, haverá dois filmes egípcios, um deles na competição internacional com o sugestivo títulode Rios, Prados e Belos Rostos, de Yousry Nasrallah. Haverá na competição duas coproduções filmadas na Tailândia, outras vindas da Bulgária e Romênia, destacando-se ainda dois filmes portugueses O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues, e Correspondências, de Rita Azevedo Gomes, mais alguns filmes argentinos que, pelo jeito, estão numa fase melhor que a dos brasileiros.

Rui Martins

 


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