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Sigmund Freud –150 anos do nascimento

03.05.2006
 
Sigmund Freud –150 anos do nascimento

No dia 6 de maio se completam 150 anos do nascimento do pai da psicanálise Sigmund Freud. Filho de uma família judia, o jovem Sigmund cresceu em Viena, na Áustria, e desde cedo foi depositário das esperanças dos pais, que viam para o aluno aplicado um futuro promissor. “Interessado em línguas, filosofia e literatura, Freud voltou-se para a neurologia assim que terminou o curso de medicina e, decepcionado com a hipnose, buscou outras formas de tratamento.

Para o público amplo na Rússia  as idéias de Freud transformaram-se em mitos que precisam  ser esclarecidos.
Mito 1. O homem precisa só de sexo. Freud  durante muito tempo era uma “persona non grata” no mundo académico. Na sua epoca falar sobre o sexo foi indecoroso. Na realidade ele era muito discreto nas questões do sexo. Sim, Freud supôs que na base de actividade do homem estava a sexualidade, mas contou que isso nem tudo explicava.


Desde Freud, é nítida a percepção de que saúde mental está ligada à vida sexual saudável, a uma infância sem traumas e à consciência dos próprios sentimentos.


Mito 2. Todos os desejos devem ser realizados. Nem todos,  mas é preciso atender aos desejos, alimentar a contradição, colocar questão do "porque",  não aceitar tudo em silêncio.


Mito 3 . Nos sonhos cifra-se toda a informação sobre o homem.  De qualquer modo  falando com psicanalítico o visitante  “tromba” com desejo, neurose, masoquismo, histería e pulsão de morte.


Mito 4. Entre o cliente e o psicanalítico não podem existir as relações amorosas. Na Rússia isto pesa na consciência do médico, pois não há  leis que regulam este problema.


 Mito 5. Psicanálize é um divã. Os contemporâneos de Freud testemunham que ele não gostava de cruzar os olhos com os seus pacientes, e é por isso que inventou um divã. Mas a última paciente ainda  viva de Freud - Margarethe Walter, que há pouco foi intrevistada pelo jornal alemão Die Zelt, lembra o seu olhar profundo:" Olhou-me de frente nos olhos, profundamente". De qualquer maneira no divã o paciente se siente  libertado , fala à vontade.


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