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Ciência

Brasil e a produção de lixo

31.05.2007
 
Brasil e a produção de lixo

Brasil produz cada vez mais lixo e pode ampliar programas de reciclagem

O aumento do poder aquisitivo da população brasileira e o seu perfil de consumo fazem com que o Brasil produza cerca de 230 mil toneladas de lixo por dia, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O lixo brasileiro é tido como um dos mais ricos do mundo. Por isso, o país tem muito a crescer ainda no setor de reaproveitamento desses rejeitos. E, quanto mais o país se industrializa, mais lixo é produzido.

O aumento do poder aquisitivo da população brasileira e o seu perfil de consumo fazem com que o Brasil produza cerca de 230 mil toneladas de lixo por dia, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O lixo brasileiro é tido como um dos mais ricos do mundo. Por isso, o país tem muito a crescer ainda no setor de reaproveitamento desses rejeitos. E, quanto mais o país se industrializa, mais lixo é produzido.

Para a secretária-executiva do Fórum Nacional Lixo e Cidadania, da Unicef, Heliana Katia Campos, não está sendo dada a devida importância às questões relativas ao saneamento ambiental, em especial à coleta e destinação adequada do lixo. Ela alerta para a os prejuízos ambientais e à saúde humana causados pelo descarte aleatório dos resíduos em nascentes, córregos, margens de rios e estradas. Alguns produtos, como garrafas de vidro e de plástico, demoram centenas de anos para serem degradados pela natureza.

Heliana Campos destaca ainda que o problema da catação de lixo por seres humanos, tanto em cidades de pequeno porte como nas grandes capitais, "é uma situação constrangedora e inaceitável, fruto da miséria, do desemprego e da busca desesperada pela sobrevivência".

Não há como não produzir lixo, mas é possível diminuir essa produção, reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva. A reciclagem é uma importante alternativa para a redução dos resíduos, já que cerca de 50% de todo material pode ser recuperado como matéria-prima a ser reutilizada na fabricação de um novo produto.

Existem dois os modelos básicos de programas de reciclagem implantados nos municípios brasileiros: a coleta seletiva de lixo e as usinas de reciclagem. Há muitos exemplos de cidades em que a reciclagem já atingiu uma prática avançada, obtendo bons resultados.

Em 1989, foi lançado em Curitiba, capital do Estado do Paraná, na região Sul do Brasil, o programa "Lixo que não é lixo". Esse programa fez de Curitiba a cidade brasileira com um dos mais altos índices de separação: 20% do lixo que é gerado vão para a reciclagem. Estima-se que a capital paranaense tenha condições de aproveitamento máximo de 38% na reciclagem de lixo. "Para atingir esse percentual, todos devem fazer a sua parte: poder público, iniciativa privada e população", disse o secretário municipal de Meio Ambiente de Curitiba, José Antônio Andreghetto.

O lixo e o tempo que dura até ser degradado pelo meio ambiente

Jornal

2 a 6 semanas

Embalagem de papel

1 a 4 meses

Casca de fruta

3 meses

Guardanapos de papel

3 meses

Pontas de cigarro

2 anos

Fósforo

2 anos

Chicletes

5 anos

Nylon

30 a 40 anos

Sacos e copos plásticos

200 a 450 anos

Latas de alumínio

100 a 500 anos

Tampas de garrafas

100 a 500 anos

Pilhas

100 a 500 anos

Garrafas e frascos de vidro ou plástico

indeterminado

Borracha

indeterminado

Larissa MERCANTE


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