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Ciência

Campanha de combate à dengue já mobiliza áreas prioritárias

30.10.2008
 
Campanha de combate à dengue já mobiliza áreas prioritárias

A quantidade de cidades que cumpriram essa primeira etapa corresponde a cerca 30% da amostra nacional. Nestes municípios, a próxima etapa será a analise laboratorial do material coletado e elaboração de relatório.

O LIRAa é realizado anualmente pelas prefeituras, de acordo com cronograma local, no período de outubro a novembro. O objetivo é identificar com antecedência as áreas de maior risco de formação de criadouros do mosquito transmissor nos municípios, o que permite planejar e intensificar as ações de combate ao vetor da doença, assim como as atividades de mobilização, comunicação e de educação.

Do total de municípios que deve fazer o levantamento ainda este ano, 101 (59%) estão na fase de apuração de informações, ou seja, com agentes de vigilância em saúde em visita a áreas particulares e públicas para coletar amostras que serão posteriormente analisadas para medir o índice de infestação dos locais visitados. Outros 19 (11%) farão o estudo na primeira semana de novembro. O resultado geral do levantamento, com as informações de todos os 169 municípios, será divulgado no dia 19 de novembro, em Brasília.

“É essencial que os municípios usem as informações do LIRAa para focar ações contra a dengue nos locais em que forem identificados como os de maior risco”, alerta o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. “Todo esforço deve ser feito para evitar casos e, principalmente, óbitos no próximo ano”, completou.

Entre as cidades que participam do levantamento estão as capitais e municípios prioritários para o controle da dengue, como os de regiões metropolitanas e áreas turísticas. A maioria deles tem mais de 100 mil habitantes. Todas as prefeituras que integram o LIRAa fazem parte de uma lista de 633 municípios considerados prioritários pelo Ministério da Saúde para o controle da dengue.


Campanha – A campanha “Brasil unido contra a dengue” é dividida em três momentos de alerta: remoção dos potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti; mobilização e combate aos focos do mosquito transmissor, nos meses de maior risco da doença; e o que a população deve fazer quando surgirem os sintomas.

Ainda em outubro, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 128 milhões a mais para o Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS) de estados e municípios. Em toda a estratégia de combate à dengue, o Ministério da Saúde investirá, neste ano, R$ 1,08 bilhão, um aumento de 23%, em relação a 2007. Esse é o maior volume de recursos já investidos pelo Ministério da Saúde com essa finalidade. Os recursos adicionais são destinados aos municípios prioritários dentro da estratégia nacional de combate à doença, como áreas de fronteira, turísticas, regiões metropolitanas e com mais de 50 mil habitantes.

Ações contra a doença

• Acordo com as Forças Armadas para atuar como agentes de combate ao mosquito e de forma complementar no atendimento aos pacientes nas áreas de risco;


• Ações com Ministério da Educação para levar informação e mobilização a estudantes e professores, como o filmete “Vila Saúde”, para alunos da educação básica;


• Portaria interministerial que envolve outros nove órgãos do governo federal, no desenvolvimento de ações contra a dengue em suas áreas de atuação. São eles: os ministérios das Cidades, da Defesa, da Educação, Integração Nacional, Justiça, Meio Ambiente e Turismo, Casa Civil e Secretaria de Comunicação Social.


• Parcerias com mais de 24 empresas e organizações civis para medidas de prevenção, educação e combate à dengue;


• O Ministério da Saúde tem atuado em parceria com os estados na finalização de 13 planos de ação para enfrentamento da dengue, em regiões estratégicas;


• O Ministério da Saúde testará, em municípios selecionados, três novas estratégias de prevenção e controle da dengue, com testes de sorotipos mais rápidos, captura de mosquitos por armadilha e uso da internet no alerta da população sobre focos do mosquito;


• Sensibilização de 42.806 líderes comunitários por telefone e porta em porta;


• Envio de material informativo a 4.121 emissoras comunitárias, carros de som etc;


• Portaria publicada neste mês que recomenda às secretarias estaduais e municipais orientar fiscalizar e punir estabelecimentos comerciais e industriais que não atentarem para a formação de criadouros.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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