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Ciência

Plástico programa o desenvolvimento de câncer em embriões humanos

30.07.2008
 
Plástico programa o desenvolvimento de câncer em embriões humanos

Este artigo pode servir como mais uma comprovação do fato de que tudo neste mundo tem seu lado desfavorável. O plástico parece ser bom sob todos os pontos de vista. Ele não pode ser feito em pedaços como o vidro, pesa muito menos e não há necessidade de lavá-lo, pois é muito barato e, assim, pode-se simplesmente jogá-lo fora. As pessoas fazem larga variedade de coisas úteis de plástico – desde sacos a mobília e até casas.

Objetos para preparo e consumo de comida de plástico são produtos dos mais populares, os quais muitas pessoas usam em suas vidas diárias. Parece que muitos países desenvolvidos do mundo, mais que todos os Estados Unidos, descartaram os outros materiais. Muitas pessoas comuns bebem café em copos ou xícaras de plástico.

Elas provavelmente são levadas a acreditar que uma variante só pode ser acessível num restaurante dispendioso. Mesmo que você compre café de alta qualidade, ele virá num vasilhame plástico. Garfos, colheres e pratos são também feitos de plástico. Não há necessidade de lavá-los ou de usar máquina de lavar louça – simplesmente joga-se-os no lixo.

Acontece que o uso corriqueiro do plástico pode ser muito perigoso para a saúde, tanto de pessoas quanto de animais. Sacos plásticos representam até nove por cento do lixo. É praticamente impossível livrarmo-nos do polietileno: ele não se decompõe quando enterrado e produz ácido carbônico quando queimado.

Os cientistas dizem que moléculas de embalagens plásticas, que as pessoas ingerem ao comer ou beber, podem produzir efeito nocivo no metabolismo. O bisfenol A, ou difenilpropano, é uma forma especialmente ativa, do ponto de vista hormonal. Esse produto químico é um constituinte básico do plástico usado para a produção de garrafas de água mineral, de outras bebidas não-alcoólicas e até de comida para bebês.

Experimentos conduzidos em animais revelaram que o bisfenol A suprime a produção de esperma nos machos e acelera a pubescência nas mulheres. Os especialistas analisaram a urina de cerca de 2.500 pessoas saudáveis e descobriram altas concentrações de bisfenol A em 92 por cento das pessoas testadas. As concentrações eram muito mais altas do que aquelas que causam doenças e anomalias da gravidez em animais de laboratório.

Relatório do Programa Nacional de Toxicologia diz que o bisfenol A, comprovadamente nocivo a animais mesmo em doses pequenas, pode ser encontrado em quase todo ser humano. Portanto, esse produto químico ameaça os embriões humanos, crianças e adolescentes. Alguns especialistas acreditam que ele destrói hormônios e afeta genes logo no começo da vida humana, programando o desenvolvimento de câncer do seio ou da próstata, precocidade sexual nas garotas, distúrbios da atenção, e outros distúrbios da reprodução e neurológicos.

Especialistas do Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos conduziram em torno de 500 experimentos em ratos. O relatório diz que o bisfenol A pode causar modificações comportamentais e da puberdade em embriões e bebês do sexo feminino, bem como afetar o cérebro, a glândula prostática e as glândulas mamárias.

Cientistas canadenses dizem que esse produto químico presente no plástico usado na produção de garrafas, DVDs e CDs pode causar danos à saúde. O Ministro da Saúde do Canadá Tony Clement disse que esse produto químico muito provavelmente ameaça a saúde de crianças e recém-nascidos.

Tradução da versão inglesa : Murilo Otávio Rodrigues Paes Leme

morpleme @ gmail . compwindl @ gmail . com


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