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Ciência

Novas técnicas para calvície

29.03.2009
 
Novas técnicas para calvície

Com resultado mais natural e definitivo, cirurgias de transplante capilar são imperceptíveis e trazem de volta o cabelo de quem sofria as conseqüências da perda dos fios.


A professora aposentada Olga Carstens começou a perceber a queda de cabelo ao longo dos anos. “Junto com os fios, fui perdendo também um pouco da auto-estima. Ficava envergonhada com as áreas calvas. Algumas pessoas olhavam e perguntavam se eu estava doente. Na verdade, eu não sabia, mas estava. E o nome da doença era calvície”, admite Olga. Ao consultar uma dermatologista, soube que o tratamento com medicamentos já não era mais suficiente porque 50% dos fios já tinham sido afetados. A indicação foi um transplante capilar. A professora decidiu investir. “Fiz o procedimento há um mês e já começo a ver os cabelinhos crescerem. Estou animada em ter os fios de volta e poder ter de volta a aparência que perdi com os cabelos”, conta.


O transplante capilar foi realizado pela médica dermatologista, Christine Graf Guimarães, especialista em reconstrução de cabelos. Segundo a profissional, novas técnicas têm melhorado os resultados da cirurgia. Ela cita que antes o pós-operatório era longo, com muita dor – o que necessitava o afastamento do trabalho. Hoje, como a cirurgia é menos agressiva, o retorno às atividades habituais é mais rápido, com custo mais acessível.


A médica explica que o transplante é indicado também para quem perdeu pêlos do corpo em virtude de uma cicatriz, falhas em cílios ou sobrancelhas. Mas a grande procura é de pacientes que sofrem de calvície. “Não se trata de uma simples queda de cabelos porque, quando um fio cai, ele volta a crescer. Mas quem tem a doença começa a sofrer o afinamento dos fios até que eles são eliminados e não nascem mais", afirma.

Como a maioria das pessoas só busca ajuda médica quando já perdeu metade dos fios, o tratamento com medicamentos já não é mais eficaz. Nesses casos, segundo a especialista, a técnica mais moderna é realmente a de transplante capilar. Durante a cirurgia, é a retirada uma faixa de cabelos da nuca – região que não é atingida pela calvície – que é transplantada, fio a fio, para a área calva. “Usamos grupos naturais de cabelos chamados de unidades foliculares. Elas são separadas com o uso de microscópios e como são extremamente finas, é possível fazer os enxertos com furinhos bem pequenos”, diz Christine Graf Guimarães.


Para que o resultado fique natural, cada folículo é colocado na angulação natural do fio, para que quando cresçam, tenham uma aparência normal. “Não fica nada parecido com cabelo de boneca ou cebolinha. Pelo contrário, o resultado é natural e, depois do transplante, aqueles fios se tornam permanentes, crescem naturalmente, podem ser cortados, pintados e nunca mais vão sofrer os efeitos da calvície”, garante a médica.

Jovens – A maioria dos casos de calvície é registrada depois dos 50 anos. Mas é cada vez maior o número de jovens afetados pela doença. O advogado Rafael Bernartt tem 29 anos e conta que começou a perder os cabelos aos 20. Problema, conta ele, que atinge toda a família. Há quatro meses e meio, fez o transplante capilar. “Hoje vejo meu cabelos crescerem e tornando a forma natural”, comemora o paciente.

Já para quem é cantor e toca música sertaneja, usar chapéu faz parte do estilo. Mas, no caso de Mauri Lima, da dupla Maurício e Mauri, o acessório tinha outra função: disfarçar a calvície. “Os cabelos começaram a afinar e as áreas calvas aumentaram a ponto de, quando eu não estava de chapéu, colocava boné. A minha auto-estima estava baixa devido ao problema capilar. As falhas no cabelo estavam me deixando preocupado e me incomodavam. Isso sem falar de alguns comentários desagradáveis de pessoas que tiravam sarro, falando da calvície”, lembra Mauri.


Hoje, os cabelos de Mauri Lima – que é irmão da dupla Chitãozinho e Xororó – voltaram a crescer graças a um transplante capilar. O músico conta que a decisão pela cirurgia foi motivada pela questão estética. Ele conta que o procedimento cirúrgico foi muito rápido, um tratamento indolor, com nenhuma cicatriz visível e uma boa recuperação. “Saí no mesmo dia da clínica, ainda de chapéu. Hoje, já dispenso o acessório, com a retomada do crescimento dos meus cabelos. Com os fios, ganhei de volta também mais amor próprio”, revela.

Dra. Christine Graf Guimarães, dermatologista especialista no transplante capilar.

http://www.guiasaojose.com.br/novo/coluna/index_novo.asp?id=2440


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