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Ciência

Os impactos da Economia Verde na América Latina

29.01.2014
 
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A Alianza Biodiversidad, Amigos da Terra América Latina e Caribe (ATALC) e o Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM) produziram, em conjunto, mais uma edição especial (em espanhol) da revista "Biodiversidad, Sustento y Culturas", dedicada ao tema do avanço e dos impactos da Economia Verde na América Latina

Nova publicação: "Leyes, políticas y economía verde al servicio del despojo de los pueblos".


A Alianza Biodiversidad, Amigos da Terra América Latina e Caribe (ATALC) e o Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM) produziram, em conjunto, mais uma edição especial (em espanhol) da revista "Biodiversidad, Sustento y Culturas", dedicada ao tema do avanço e dos impactos da Economia Verde na América Latina, sob o título "Leyes, políticas y economía verde al servicio del despojo de los pueblos".


A publicação, em formato pdf, pode ser lida em http://www.wrm.org.uy/html/wp-content/uploads/2014/01/Esp_Biodiversidad_12_2013.pdf


O WRM realizou três pesquisas sobre o tema do REDD, a partir das quais foram elaborados três artigos que incluímos nesta edição especial. Cada um destes artigos tem-se traduzido em português:


- A iniciativa Carbono, Comunidade e Biodiversidade no corredor ecológico Monte Pascoal-Pau Brasil: outro fracasso da compensação de carbono, produzido por Jutta Kill. A autora examina um projeto específico no sul da Bahia, Brasil, promovido como projeto-piloto para financiar a restauração de florestas "degradadas" por meio da venda de créditos de carbono.

Leia o artigo em
http://wrm.org.uy/es/files/2013/11/Iniciativa_Carbono_comunidade_e_biodiversidade.pdf (disponível também em espanhol, inglês e francês em http://wrm.org.uy).


- Considerações sobre um projeto privado de REDD no interior do Estado do Acre - Brasil, produzido pelo Centro da Memória das Lutas e Movimentos Sociais da Amazônia. Aqui se estuda o Projeto Purus, que, segundo seus objetivos, pretende "gerar oportunidades econômicas para as comunidades locais" e implementar "projetos sociais", evitando o desmatamento e preservando a biodiversidade da área onde se desenvolve.


Leia o artigo em http://wrm.org.uy/wp-content/uploads/2013/11/Consideracoes_sobre_um_projeto_privado_de_REDD_no_Acre.pdf (disponível também em espanhol e inglês em http://wrm.org.uy).


Apesar de ambos os projetos estarem certificados, garantindo, assim - segundo os documentos assinados - um impacto social positivo para as comunidades locais, a experiência demonstra que não são as comunidades que se beneficiam desses projetos de REDD. Pelo contrário, elas acabam sendo afetadas por eles - que beneficiam, antes de mais nada, os interesses dos grandes proprietários de terras, incluindo empresas e grandes ONGs conservacionistas, além do próprio governo estadual, como é o caso do Acre.

- Mascarando a destruição: REDD+ na Amazônia peruana, produzido por Joanna Cabello. A autora faz uma análise do processo REDD no Peru. O governo peruano tem atuado como o principal promotor de projetos de REDD no país, com incontáveis projetos-piloto que inserem as florestas na lógica de mercado.


O artigo expõe a forma como esse processo está se dando sem alterar, e até reforçando, um modelo de desenvolvimento vigente no país, baseado na extração destrutiva na Amazônia, em grande parte pelas indústrias de mineração e de hidrocarbonetos, entre outras atividades. Nesse contexto, o REDD dificilmente será um aliado das comunidades que lutam contra o desmatamento e em defesa de seus territórios.

Leia o artigo em http://wrm.org.uy/wp-content/uploads/2013/11/Mascarando_a_destruicao.pdf (disponível também em espanhol e inglês em http://wrm.org.uy).


Ao compartilhar essas experiências, tentamos aportar mais elementos à reflexão e ao debate sobre os impactos dos projetos de REDD nas comunidades locais.
A equipe do WRM
http://www.wrm.org.uy


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