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Ciência

Campanha Nacional quer anular leilão da Vale do Rio Doce

27.08.2007
 
Campanha Nacional quer anular leilão da Vale do Rio Doce

No Rio Grande do Sul, CNBB, Via Campesina, CUT, Conlutas, Marcha Mundial das Mulheres e diversas entidades participam de plebiscito que busca mostrar qual é o interesse do povo brasileiro quando se fala de patrimônio público.


Movimentos sociais, pastorais, Igreja, sindicatos e entidades realizam, no Rio Grande do Sul, a campanha pela anulação do leilão da Companhia Vale do Rio Doce. Um comitê estadual foi criado em Porto Alegre e existem articulações nas regiões de Pelotas, Erechim, Cruz Alta, Caxias do Sul e Vale dos Sinos. Os grupos estão fazendo reuniões nas cidades para debater o tema da privatização e os prejuízos que a venda da Vale, em 1997, tem trazido ao país. A campanha culmina com um plebiscito popular, que ocorre entre os dias 1º e 7 de Setembro em todo o país, junto com a Semana da Pátria.


As organizações sociais querem acender o debate sobre a importância do patrimônio público e a necessidade da sociedade ter em mãos a gestão dele. Também pretendem, com o plebiscito, iniciar uma campanha maior, que é a reestatização da Vale do Rio Doce. De acordo com pesquisa feita pelo Instituto GPP a pedido do partido DEM e divulgada em Maio, 50,3% dos brasileiros são favoráveis à retomada da Vale do Rio Doce pelo governo federal; apenas 28,2% são contrários.


"O objetivo central do plebiscito é mostrar qual é o interesse do povo brasileiro quando se fala de patrimônio público. Patrimônio público não é para ficar na mão das empresas privadas, é para ficar na mão da população, e que possa gerar resultados econômicos na área social, na área de educação, na área de reforma agrária, na área de saúde", diz Clarice Dal Medico, integrante da Pastoral Operária (PO) no Rio Grande do Sul.


No plebiscito popular, que ocorre entre os dias 1º e 7 de setembro em todo o Brasil, a população irá votar em cinco perguntas. Quatro, são referentes à Vale do Rio Doce, Reforma da Previdência, pagamento da dívida externa e preço da energia elétrica. A quinta pergunta é específica para o Rio Grande do Sul, sobre os pedágios. Urnas estarão espalhadas por todas as cidades gaúchas. Qualquer pessoa pode votar, desde que leve consigo um documento de identidade. Menores de 16 anos também podem votar no plebiscito, em urna separada. Os resultados do plebiscito serão divulgados até o dia 20 de Setembro.


Entre as entidades participantes, estão a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pastorais sociais, Cáritas/RS, Via Campesina, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Cpers, União Nacional dos Estudantes (UNE), Marcha Mundial das Mulheres e Conlutas.


Sobre a privatização da Vale


A Companhia Vale do Rio Doce foi vendida em um leilão em 1997, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, por R$ 3,3 bilhões. Hoje, seu valor de mercado está avaliado em mais de R$ 200 bilhões, com faturamento bruto de mais de R$ 70 bilhões.


Entidades sociais entraram com mais de cem ações na Justiça pedindo a anulação do leilão devido a irregularidades, principalmente no edital. Uma delas é de que no edital constava sete vezes menos reservas de ferro do que a empresa realmente tinha. A Companhia Vale do Rio Doce possui 11% das reservas mundiais de bauxita. A empresa atua em 14 Estados, inclusive no Rio Grande do Sul. Suas atividades estão espalhadas, ainda, por outros países da Europa, África, Ásia, Oceania e América.


Informações à imprensa no Rio Grande do Sul:
Clarice Dal Medico (Pastoral Operária): (51) 9829-2453
Assessoria de Imprensa: (51) 9635-6297

Fonte: www.consciencia.net


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