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Ciência

Bill Gates e Michael Bloomberg doaram $375 milhões para combate ao fumo

27.07.2008
 
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Bill Gates e Michael Bloomberg doaram $375 milhões para combate ao fumo
Dois bilionários dos Estados Unidos, o fundador da Microsoft, Bill Gates, e o Prefeito de New York, Michael Bloomberg, doaram $375 milhões de dólares para campanhas contra o fumo em todo o mundo. Parte do dinheiro deverá ser usada para combate ao fumo na Rússia, China, Índia, Indonésia e Bangladesh.

"Bill e eu queremos pôr em evidência a enormidade desse problema e catalisar um movimento global de governos e da sociedade civil para deter a epidemia de tabaco," disse Bloomberg numa declaração.

Bill Gates acredita que os métodos para impedir milhões de mortes relacionadas com o fumo são bem conhecidos em todo o mundo.

"As doenças causadas pelo tabaco vieram a evidenciar-se como um dos maiores desafios de saúde enfrentados por países em desenvolvimento. A boa notícia é que sabemos o que é preciso fazer para salvar milhões de vidas e, onde esforços estão sendo empreendidos, estão funcionando," disse o fundador da Microsoft.

Bloomberg e Gates, cujas fortunas, juntas, totalizam mais de $70 biliões de dólares, concordaram em juntar seus esforços na implementação de diversos programas para reduzir o fumo. Esses programas incluem atividades voltadas para conseguir aumento dos impostos incidentes sobre produtos do tabaco, proibição de anúncios, proteção das pessoas contra inalação passiva etc.

O prefeito de New York, ex-fumante, fundou uma fundação contra o fumo em 2005 e nela investiu $125 millhões de dólares. Bloomberg pretende canalizar mais $250 milhões de dólares nos próximos quatro anos. Gates investiu $24 milhões de dólares na fundação.

A pesquisa gerou evidência de que a inalação passiva causa os mesmos problemas que a inalação direta, inclusive câncer do pulmão, doença cardiovascular e enfermidades dos pulmões tais como enfisema, bronquite e asma. Especificamente, metanálises mostram que não-fumantes que convivem a vida inteira com parceiros que fumam em casa apresentam risco 20-30 por cento maior de câncer do pulmão do que não-fumantes que moram com não-fumantes. Não-fumantes expostos à fumaça do cigarro no local de trabalho apresentam risco de câncer do pulmão 16-19 por cento maior.

Estudo divulgado em 2002 pela Agência Internacional de Pesquisa Referente ao Câncer da Organização Mundial da Saúde concluiu que os não-fumantes ficam expostos aos mesmos carcinógenos que os fumantes ativos. A fumaça que sai da ponta incandescente contém 69 carcinógenos conhecidos, particularmente benzopireno e outros hidrocarbonetos aromáticos polinucleares, e bem assim produtos da desintegração radioativa, tais como o polônio 210. Diversos carcinógenos bem confirmados estão presentes em concentrações mais altas na inalação passiva do que na fumaça original, como mostrou pesquisa das próprias empresas de tabaco.

Em 1973, o Arizona tornou-se o primeiro estado dos Estados Unidos a aprovar uma lei abrangente restringindo o fumo em lugares públicos. A Califórnia aprovou uma proibição de fumar em locais de trabalho em 1994, e uma proibição completa de fumar em espaços fechados em 1998. A Flórida tornou a proibição de fumar em locais fechados parte de sua constituição em 2002. O Estado de Washington aprovou a iniciativa 901 em 2005, proibindo fumar dentro da distância de 25 pés de edifícios públicos ou locais de trabalho. Em 2003, o estado de New York proibiu fumar na maioria dos lugares públicos, exclusive bares para fumantes de charutos, clubes sociais exclusivos para membros e casas de jogo de estadunidenses nativos.

Em março de 2004, a Irlanda foi o primeiro país a estabelecer uma proibição de fumar de âmbito nacional em todos os locais de trabalho fechados. A proibição agora se estende, voluntariamente, para fora dos edifícios. Por exemplo, não é permitido fumar nas entradas de edifícios do Aeroporto de Dublin, mas sim apenas em áreas onde avisos indicam ser permitido fumar. Em 2008, a Irlanda proibirá anúncios em lojas (os anúncios já são proibidos em rádio, televisão, e cartazes) e assegurará que, em estabelecimentos comerciais, os cigarros não fiquem visíveis.

A Noruega seguiu-se à Irlanda e, então, a Nova Zelãndia tornou-se o terceiro país a seguir a Irlanda, em 10 de dezembro de 2004. A Itália instituiu proibição total em 10 de janeiro de 2005. A Estônia proibiu o fumo em 5 de junho de 2007 em todos os locais onde se serve comida, inclusive bares e casas noturnas. Foi permitido aos proprietários de bares oferecer recintos especiais para fumar, desde que sem serviço de comida ou bebida, mas poucos o fizeram. Cada nação do Reino Unido implementou proibição similar: a Escócia em 26 de março de 2006; Gales em 02 de abril de 2007; a Irlanda do Norte em 30 de abril de 2007; a Inglaterra em 1o. de julho de 2007. A França estabeleceu proibição em janeiro de 2008, quando a proibição já existente foi ampliada para incluir bares e cafés. A Dinamarca baniu o fumo em clubes e restaurantes em 15 de agosto de 2007, embora a legislação tenha feito exceções para pequenos bares e restaurantes com salões separados para fumar. A Suécia estabeleceu banimento semelhante em 1o. de julho de 2005. A Holanda e a Romênia proibiram o fumo em bares e clubes em 1o. de julho de 2008.

A Espanha tem uma lei, apresentada pelo Partido Socialista Espanhol, vigente desde o início de 2006, que proíbe o fumo em locais de trabalho. Há nela algumas restrições aplicáveis a locais públicos, tais como aeroportos e estações de trem, mas Pubs, restaurantes e outros locais públicos com menos de 100 m² estão isentos.

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