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Ciência

Soyuz colocou em órbita segundo satélite do Sistema Galileo

27.04.2008
 
Soyuz colocou em órbita segundo satélite do Sistema Galileo

Um foguete espacial russo Soyuz colocou em órbita neste domingo (26) o segundo satélite do Sistema Galileo, chamado Giove-B. O Giove-B, que pesa meia tonelada, não fará parte dos 30 satélites do sistema Galileo que a ESA (Agência Espacial Européia)colocará em órbita até o fim de 2013, mas servirá para verificar diferentes elementos técnicos do mesmo, segundo a agência Efe.

O foguete Soyuz FG foi lançado a partir da base de Baikonur, que a Rússia aluga ao Cazaquistão na Ásia Central. O satélite, desenvolvido por cientistas franceses, italianos, espanhóis, alemães e britânicos, vigiará as freqüências atribuídas ao sistema e comprovará o funcionamento do "relógio atômico mais preciso do espaço", que dará mais qualidade ao sistema Galileo.

O Giove-B, que pesa meia tonelada, não fará parte dos 30 satélites do sistema Galileo que a ESA colocará em órbita até o fim de 2013, mas servirá para verificar diferentes elementos técnicos do mesmo.

O aparelho, construído por Astrium e Thales Alenia Space, substituirá o Giove-A, lançado ao espaço em dezembro de 2005 também em uma missão de testes técnicos e que já superou seu prazo de vida útil.

O lançamento destes dois satélites experimentais faz parte da "fase de validação em órbita", na qual está previsto o lançamento de outros dois, para o futuro sistema Galileo.

Pedro Pedreiro, representante da ESA, informou recentemente em Moscou que a UE (União Européia) destinará 350 milhões de euros (US$ 547 milhões) para sete anos de trabalhos de pesquisa sobre navegação por satélite.

Segundo o funcionário, a decisão da UE em dezembro passado de relançar o projeto Galileo para competir com o GPS se deve em particular ao fato de que o mercado de serviços de navegação por satélite crescerá 45% até 2011, segundo cálculos da ESA.

Para este ano, a maior parte dos telefones celulares estarão dotados da função de localização e navegação por satélite, afirmou Pedreiro, acrescentando que para o projeto Galileo, a ESA já criou centros de serviço no Brasil, na China e no Egito. Numa entrevista publicada no «Le Journal du Dimanche», o comissário europeu dos Transportes, Jacques Barrot disse : «Será preciso lutar contra os atrasos e os custos extra», advertiu Barrot, que acrescentou que para o cidadão europeu Galileo oferecerá «muito mais segurança na sua vida quotidiana», sobretudo em serviços de localização de vítimas de acidentes na estrada, no mar ou na montanha, já que o sistema europeu será «mais preciso, mais fiável e mais íntegro» do que o GPS.

Está previsto o lançamento de mais dois destes satélites experimentais.


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