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HIV: Infectos caem no mundo, crescem no Brasil

26.07.2014
 
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SWITZERLAND/SUIÇA - Número de infectados por HIV caem no mundo, mas crescem 11% no Brasil. O conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, revelou que o índice de novos infectados pelo vírus no Brasil subiu 11% entre 2005 e 2013. Enquanto isso, no mundo ocorreu o contrário do Brasil: houve uma queda no número de pessoas infectadas e 54% delas não têm consciência que são portadoras do vírus.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

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No mesmo período, a quantidade de casos no mundo caiu 27,5%, de 2,9 milhões, em 2005, para 2,1 milhões, em 2013. Desde 2001, a queda foi de 38%.

As mortes relacionadas com o vírus registraram queda de mais de um terço na última década. Em 2013, 1,5 milhão de pessoas morreram vítimas da doença, uma queda de 11,8% em comparação com 1,7 milhão de mortes em 2012, segundo os números da ONU. Além disso, o número representa uma queda de 35% na comparação com as 2,4 milhões de mortes registradas em 2004 e 2005.

"Terminar com a epidemia da Aids é possível', afirmou Michel Sidibe, diretor Unaids. "Restam cinco anos para estabelecer os objetivos, que foram cumpridos até agora. Os próximos cinco anos serão decisivos para os próximos 15", completou.

O relatório destaca que 35 milhões de pessoas viviam com o HIV em 2013, um número um pouco superior aos 34,6 milhões de 2012. "Dos 35 milhões de pessoas que vivem com o HIV no mundo, 19 milhões não sabem que são soropositivos", disse o diretor da Unaids.

Segundo o relatório da ONU, o Brasil tinha 730 mil pessoas com Aids vivendo no país em 2013, número que representa 2% do total mundial.

Estima-se que 44 mil pessoas tenham contraído o HIV apenas no ano passado, montante que também representa 2% do total global.

O documento não apresenta a quantidade de casos existentes em 2005, apenas o percentual comparativo.

Os dados das Nações Unidas afirmam que 16 mil pessoas com HIV morreram no ano passado e que 327.562 pessoas utilizavam antirretrovirais.

De acordo com a ONU, os grupos particularmente vulneráveis a novas infecções são transsexuais, homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo e seus clientes, além de usuários de drogas injetáveis.

 

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

 


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