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Ciência

Princesa Albertina e príncipe Albert ajudam fazer piercing nas partes íntimas

25.01.2007
 
Princesa Albertina e príncipe Albert ajudam fazer piercing nas partes íntimas

Karina Bacchi deu o que falar por causa do seu piercing nas partes íntimas, descoberto depois do ensaio nu que fez para a revista Playboy. Mas o acessório nos genitais que, segundo as pessoas que o usam, causa excitação no parceiro, também pode trazer sérios danos à saúde. Os médicos dizem que todo cuidado é pouco.

 "Após a colocação do objeto, o local acaba sendo epitelizado novamente, mas de qualquer forma, ali existirá um canal, estreito, que pode acumular secreções genitais e propiciar infecções", explica o urologista René Oliveira, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

 
 A visão arrepiante para uns, apenas um jeito de enfeitar o corpo para outros. “A faixa etária média dos clientes é de 21 anos e a maioria é do tipo ‘normal’, quer dizer, que já ostenta um piercing ou uma tatuagem, mas tem muita menininha certinha que faz”, diz Eduardo Cavellucci, “body piercer” do Gelly’s Tatoo.

Para aqueles que se decidiram realizar a operação podemos dizer que acessório genital nada tem de diferente daqueles exibidos em qualquer outro local menos polêmico.

Pode ser de aço cirúrgico, titânio e, o mais recomendado para a área, de PTFE (politetrafluoretileno). E não há um limite numérico: a carioca Elaine Davidson, que entrou para o “Guinness” como a mulher com mais piercings no corpo do mundo, dizia ter, sabe-se lá como, 500 só na região da vagina (dentro e fora).

Há dois tipos de perfuração genital mais comuns entre as meninas. A primeira leva nome de mulher, Cristina, em que o piercing é colocado logo acima do clitóris, antes dos pêlos pubianos. É a que os médicos consideram mais segura para evitar infecções. A segunda é a clitoriana, realizada horizontalmente na parte posterior do clitóris. Em ambas, segundo os “body piercer”, a colocação leva cerca de cinco minutos.

Há perfurações mais complicadas, como as chamadas hímen e princesa Albertina (ninguém sabe explicar a origem do nome), em que a jóia é colocada na parte interna inferior da vagina.
Demoram em torno de dez minutos. O uso de pomadas anestésicas pode diminuir até 90% da dor, mas a maioria as dispensam, segundo os profissionais da área. “Uma dorzinha faz parte do ritual”, acredita Eduardo.

Já entre os homens, o furo mais popular é o apelidado de príncipe Albert, que fica na ponta da glande, passando por dentro da uretra. Reza a lenda que o apelido é baseado no príncipe Albert 1º, de Mônaco (1848-1922), que teria lançado mão da argola para puxar e prender o pênis para trás, de modo a não marcar a calça branca justa, moda no século 19.


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