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Ciência

Arca da Aliança – um telefone?

24.04.2009
 
Arca da Aliança – um telefone?

*Fernando Alves Corrêa

Depois que ocorreu o pouso da “glória do Senhor” sobre o Sinai, Moisés foi chamado a estar com Javé para colocá-lo a par de seus objetivos. Moisés foi levado no meio das nuvens, no alto do monte e, lá, ficou por um período de quarenta dias. Ali ele recebeu instruções necessárias para a preparação da grande caminhada rumo a “terra prometida”.

Recebeu os planos para a construção de um tabernáculo, de um altar e da Arca da Aliança. Havia, portanto, motivo especial para a construção desses objetos, os quais foram planejados por Javé e seus “anjos”, pois quando Moisés subiu ao monte, esses projetos já estavam prontos, senão, vejamos:

“Toma sentido, e faze conforme o modelo que te foi mostrado sobre o monte (Êxodo 25: 40)”.

Passados os quarenta dias, teve início a grande caminhada rumo a “terra prometida” que duraria quarenta anos. À frente, servindo de guia, seguia um pequeno engenho voador que de dia ficava coberto por uma nuvem e de noite, por uma espécie de fogo (Número 9: 16). E quando paravam para o descanso da noite, a pequena “glória” pousava sobre o tabernáculo (esse era seu objetivo). E quando a “glória” estava sobre o tabernáculo, nem mesmo os sacerdotes podiam entrar, porque todo seu espaço ficava ocupado (II Crônica 7).

“Moisés e Arão, deixada a multidão, entraram no tabernáculo da aliança, e, tendo-se prostrado com o rosto por terra, clamaram ao Senhor. E apareceu sobre eles a glória do Senhor (Números 20: 6).”

Ao lado do tabernáculo ficava o altar que servia para o holocausto dos animais mais novos dos rebanhos dos “filhos de Israel”. Assim, esses animais eram preparados com sal e serviam de alimentos para a tripulação da “glória”.

O objeto voador, que os guiava pelos desertos, era de pequena proporção e, por essa razão, cabia perfeitamente sobre o tabernáculo, que não devia ser muito grande para ser facilmente transportado. E eis que, de repente, viram a “glória” no céu:

“Ora, quando Arão ainda falava a toda a multidão dos filhos de Israel, olharam para o deserto; e eis que a glória do Senhor apareceu no meio da nuvem”.

Mas, para que servia a Arca da Aliança?

“Fez-te ouvir a sua voz do céu para te instruir; e sobre a terra te mostrou o seu fogo grandíssimo, e tu ouviste as suas palavras do meio do fogo (Deuteronômio 4: 36).”

Nenhum dos versículos bíblicos explica a finalidade da Arca da Aliança, mas Moisés sabia com toda a clareza a razão daquele objeto, onde podemos assegurar com toda certeza, que a arca servia de fonte de comunicação entre Javé e os “anjos” (quando estavam na “glória”), com Moisés ou Arão (quando estavam junto da Arca), ou seja, quando a “glória” iria descer sobre o tabernáculo.

“O Senhor falou a Moisés no deserto do Sinai, no tabernáculo da aliança, no primeiro dia do segundo mês... (Números 1: 1).”

“E quando se levantava a arca, Moisés dizia: Levanta-te, Senhor, sejam dispersos os teus inimigos e fujam da tua face os que te aborrecem. Quando, porém, se depunha, dizia: Volta, Senhor, para a multidão do exército de Israel (Números 10: 35-36).”

Como a “glória” estava sempre à frente da caravana, talvez Moisés quisesse dizer: Suba Senhor, que vamos levantar acampamento e, ao parar; volta Senhor, que vamos acampar.

“De lá (de cima) te darei as minhas ordens, em cima do propiciatório, e do meio dos dois querubins, que estarão sobre a arca do testemunho, e te direi as coisas que por meio de ti intimarei aos filhos de Israel (Êxodo 25: 22).”

“Quando Moisés entrava no tabernáculo da aliança para consultar o oráculo, ouvia a voz daquele que lhe falava do propiciatório, que estava sobre a arca do testemunho, entre os dois querubins, donde também lhe falava (Números 7: 89).”

São claríssimos os versículos que indicam o objetivo da Arca da Aliança que chega até ser desnecessário comentários em cima. O Sr. Lazarus Bendavid (1762-1832), radicado em Berlim, como filósofo e matemático, além de ser diretor de uma escola judaica particular e também redator-chefe de um renomado jornal de Teologia, possuía uma mentalidade aberta, sempre pronta a aceitar as realidades da vida.

Entre os seus contemporâneos, gozou do conceito de ser “um judeu conhecido por suas atividades de cientista e filósofo”, o qual teria logrado a comprovar que: A Arca da Aliança, dos tempos mosaicos, abrigou uma aparelhagem completa de instrumentos elétricos, que produziam efeitos claros e evidentes.

Como a Arca da Aliança, assim como o Tabernáculo e o Altar de Holocausto foram construídos com o objetivo de serem utilizados apenas durante a caminhada pelos desertos, e por não ter mais utilidade, Javé mandou que Jeremias os escondesse.

Jeremias subiu no mesmo monte onde diziam que Moisés havia sido enterrado, lá encontrou uma caverna e nela colocou os objetos do Senhor, tapou a entrada e disse:

“Este lugar ficará incógnito até que Deus reúna o seu povo disperso e use com ele de misericórdia (II Mac 2: 4-7).”

. Fernando Alves Corrêa é jornalista, pesquisador bíblico e autor do livro "Os Deuses da Bíblia" - Ed. Freitas Bastos S/A- Rio/RJ (1990) (esgotado) - fernandopepeta@hotmail.com - Defende a tese: “A Tecnologia Que os Deuses Trouxeram”. Veja mais em http: //blogdopepeta.zip.net


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