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Ciência

BP, Deepwater Horizon e o Cenário de Armagedon

23.07.2010
 
Pages: 12
BP, Deepwater Horizon e o Cenário de Armagedon

O que está acontecendo no Golfo do México? Quando há relatos de bloqueios da mídia, então a reação natural é começar a investigar, e na presente catástrofe ambiental, quanto mais pedras se vira, mais terrível se torna o cenário potencial. Longe de querer semear o pânico, a verdade é que a mídia tem o dever de informar.


O que exatamente está acontecendo no Golfo do México? Baseados nos EUA, o geólogo Chris Landau e o escritor Terrence Aym são apenas dois de um número crescente de pesquisadores que estão tentando descobrir exatamente o que está acontecendo, confrontados com relatos de um apagão da mídia, de agentes federais a bloquearem jornalistas do centro de operações, de ameaças de multas na ordem dos 40.000 dólares e ameaças de processos de crime a serem levantados contra os jornalistas. Para esconder o quê? Vamos ver.


Deepwater Horizon foi a plataforma petrolífera estado-da-arte, especializada em perfuração em águas profundas, fabricada na República da Coreia (do Sul) em 2001, alugada a BP Exploration até 2013. Em setembro de 2009, foi colocada no Golfo do México e começou a perfurar nas águas a 1.259 metros de profundidade. O jazigo de petróleo e o gás em que perfurou, no reservatório do Tiber, foi 9.426 metros abaixo do leito marinho. É a poça mais profunda de petróleo e gás da história do planeta.

Mas eles sabiam o que estavam fazendo? Parece que não. Antes da plataforma explodir em 20 de abril de 2010, um e-mail enviado por um membro da equipe BP tinha rolulado o poço de "um pesadelo" e parece que um catálogo de percalços precedeu o desastre, ocasionando o afundamento de Deepwater Horizon dois dias após o blow-out e da perda de 11 tripulantes, entre os 126 a bordo.


Halliburton Inc., por exemplo, tinha avisado a BP que deveria usar 21 centralizadores, para se certificar de que o ataque fosse concentrado no centro do poço; BP usou apenas 6. BP também escolheu a opção de cobertura sobre o forro, porque o custo seria entre 7 e 10 milhões de USD a menos e a opção seria mais rápida.


Foi um episódio entre uma série de debates e argumentos que levaram à explosão desastrosa em 20 de abril (veja fontes abaixo). Nesta abordagem, aparentemente insensível e indiferente na construção do poço mais profundo na história, essa atitude de indiferença em abordar as novas fronteiras da ciência de engenharia, o quê é que produziu?

Para começar, parece que o leito do oceano foi rompido, parece que níveis perigosos de gás metano estão sendo lançados (tempestades de metano eliminaram quase 100% da vida na Terra já duas vezes antes, e a fonte foi a mesma área geográfica) , parece que o leito do mar está começando a entrar em colapso, parece que o poço está quebrando.


Para Chris Landau*, existe a possibilidade de que o petróleo neste reservatório é novo, sendo produzido a todo o tempo, e sendo este o caso, a alta pressão nunca vai cair, o que significa que a melhor que BP pode fazer é permitir que o fluxo continue. Esta é a boa notícia.


A má notícia
A má notícia é que a embalagem foi rompida bem abaixo do leito marinho. A má notícia é que a integridade do poço é comprometida (pode entrar em colapso), a má notícia é que o petróleo e o gás estão a minar a rocha circundante. O resultado será uma liberação maciça de óleo no oceano.


A pior notícia
Ainda pior é o fato de que esta não é apenas um poço de petróleo. É um poço de petróleo e gás. De fato, na proporção de 60/40%. O que isso significa?


Dado que a quantidade normal de metano em erupção de um poço é de 5%, isso significa que esse reservatório na melhor das hipóteses está vomitando oito vezes mais gás metano no Golfo do que seria considerado normal. Não duas ou três vezes ... mas oito.
Afirma Terrence Aym* que os níveis "de metano na água estão agora calculado como sendo quase um milhão de vezes maior do que normal". Por que isso é assustador?

A péssima notícia
Bolhas de gás metano eliminaram sistemas de suporte de vida duas vezes (a extinção do Permiano há 251 milhões de anos e a LTPM (Máximo Termal do Plioceno) há 196 milhões de anos atrás). Ambos vieram de baixo do Golfo do México, onde BP perfurou o poço mais profundo do mundo.


A mesma fonte afirma que três sinais estão presentes no Golfo do México, que aponta para uma catástrofe iminente: "o aparecimento de fissuras ou fendas grandes abertas no fundo do oceano, um aumento da elevação do leito do mar, e a massiva evacuação de metano e outros gases na água circundante".


Metano e outros gases tóxicos já estão derramando do fundo do mar, tanto que os trabalhadores na operação de resgate estão usando equipamentos de proteção militar; a pressão está aumentando debaixo do leito do oceano, de acordo com algumas fontes, milhares de quilômetros quadrados são afetados. O leito oceano alegadamente subiu 10 metros na área ao redor do poço; fissuras entre dez e trinta quilômetros do epicentro já começaram a aparecer.

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