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Ciência

Universidade de Coimbra conduz investigação sobre a gastronomia lusa-amazónica

22.05.2011
 

O que é que a gastronomia amazónica tem? Tem produtos alimentares como ninguém!

Investigador brasileiro na UC estuda os sabores da gastronomia lusa - amazónica

Universidade de Coimbra conduz investigação sobre a gastronomia lusa-amazónica. 15019.jpegPortugal pode assumir um papel central na projecção da gastronomia amazónica na Europa e no mundo. Por diversas razões. Desde logo, porque é inegável a influência portuguesa nos hábitos e práticas alimentares da Amazónia, introduzida no Século XVI e preservada até hoje, mas não só. A Amazónia tem produtos alimentares ancestrais únicos no mundo que, num futuro muito próximo, podem sair da floresta directamente para os pratos da gastronomia gourmet internacional, mas, para que isso aconteça, é necessário avançar com técnicas e tecnologia de optimização. Portugal pode contribuir bastante para essa mudança.

A afirmação é do investigador brasileiro Álvaro Espírito Santo, que está a realizar, na Universidade de Coimbra (UC), um estudo sobre Viagens e Sabores na Amazónia brasileira: os territórios do turismo gastronómico em Belém do Pará. O objectivo, afirma, «é aproveitar a avaliação feita pelos mais reputados especialistas mundiais de que a cozinha da Amazónia é a mais original do Brasil, para a incluir nos cardápios da alta gastronomia de todo o mundo. Considerando a forte interculturalidade na gastronomia luso- amazónica, há que promover esta nova parceria, onde ambas as cozinhas podem beneficiar».

O também professor da Universidade Federal do Pará não tem dúvidas de que «o Tucupi (subproduto da mandioca que dá um sabor especial a qualquer prato) tem um enorme potencial para ser o Shoyo (molho de soja) do Século XXI. O Arubé (pasta idêntica à mostarda) é outro produto a incluir na gastronomia gourmet internacional». É uma área a explorar porque «os grandes Chefs estão continuamente à procura de novidades e são eles próprios que afirmam que as cozinhas do Século XXI vão passar essencialmente pela China, Chile, Peru e Amazónia», conclui Álvaro Espírito Santo.

Cristina Pinto

Universidade de Coimbra

 


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