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Ciência

Projeto "Pinto alegre" ganha adeptos em Mato Grosso

21.11.2006
 
Projeto "Pinto alegre" ganha adeptos em Mato Grosso

O projeto "Pinto Alegre" mudou a rotina de uma cidade do interior de Mato Grosso. A Câmara Municipal de Novo Santo Antônio (1.063 km de Cuiabá) aprovou em março deste ano uma lei do Executivo que prevê a distribuição de estimulantes sexuais (Viagra e Cialis) para homens com mais de 60 anos. Dos 68 idosos cadastrados, mais de 20 já procuraram pelos medicamentos. O problema é que os quatro comprimidos distribuídos por mês começaram a ser poucos. Os idosos pedem mais e não aceitam uma nova idéia da prefeitura que é entregar o medicamento para as esposas.

"Eles não querem fazer amor com as velhinhas. Então pensamos em fazer nova regulamentação da lei para dar os remédios para as esposas. Mas os velhinhos dizem que as esposas já "amarraram o facão" (não querem mais fazer sexo). Daí decidimos fazer palestra para as velhinhas para mostrar que o sexo é muito bom. Mas os velhinhos querem que a palestra seja somente para eles", ressalta o prefeito do município, João de Souza Luz (PPS), 54, que afirma não tomar estimulantes sexuais.

A grande procura pelos remédios também trouxe outra preocupação, com a saúde dos idosos. Até então, eles passavam por um acompanhamento de um clínico geral, o único médico do município. Depois que um senhor de 91 anos tomou dois comprimidos e a ereção não acabava, o idoso pediu que chamasse o prefeito. "Mandaram me chamar. Fiquei com medo até dele morrer", conta.

Com isso, a prefeitura decidiu que precisava de um cardiologista para acompanhar os adeptos ao projeto "Pinto Alegre". Na próxima semana chega ao município o especialista, que vai ajudar na continuação do projeto.

Segundo o prefeito, para estimular que os idosos façam o acompanhamento médico e não tomem o remédio sem orientação, o projeto ainda prevê a distribuição de uma cesta básica para cada idoso que for incluído no programa. A cesta básica é entregue quando eles fazem a consulta. "É uma complementação alimentar que obriga a procura do médico", enfatiza João Luz.

Emancipado em 1999, o município não tem farmácia. Com isso, todo o medicamento para a população é comprado pela prefeitura que tem um gasto de R$ 10 mil a R$ 12 mil por mês. O gasto com os estimulantes é considerado positivo pelo prefeito. "O homem, quando perde a potência sexual, perde o estímulo de viver. Todos estão me procurando, pedindo o remédio", conclui.

Fonte: Jornal A Gazeta - Cuiabá


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