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Ciência

Anvisa define ações de combate e prevenção a micobactéria

21.08.2008
 
Anvisa define ações de combate e prevenção a micobactéria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu novas ações de prevenção e combate às infecções provocadas pela micobactéria do tipo massiliense. Esse tipo de infecção está fortemente associado à precariedade do funcionamento dos centros de material e esterilização de hospitais e clínicas e a falhas nos procedimentos de limpeza, desinfecção e esterilização de instrumentais cirúrgicos utilizados pelos médicos.

Para garantir o acesso à informação, a Anvisa publicou em seu endereço eletrônico na internet (www.anvisa.gov.br) um hotsite com todas as informações sobre o panorama atual da micobactéria no Brasil, bem como as orientações direcionadas aos profissionais de saúde.


Entre as novas medidas determinadas pela Agência está a obrigatoriedade de os serviços de saúde de todo o País notificarem os casos de infecção provocados pelas micobactérias de crescimento rápido. Outra determinação é que o Ministério da Saúde seja o responsável por estabelecer o medicamento adequado para o atendimento aos casos de micobactérias.
Portaria - A Agência determina também que as micobactérias do tipo massiliense e abscesus sejam incluídas na Portaria 15/88 do Ministério da Saúde — que estabelece as normas para o registro de produtos esterilizantes. Paralelamente, a Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório de saúde pública de Minas Gerais, fará um estudo validado que identifique a eficácia do glutaraldeído na esterilização de instrumentos hospitalares, especificamente em relação a micobacatéria massiliense.

Outra medida adotada é a formação de uma força-tarefa, chefiada pelo diretor-presidente da Anvisa, com participação dos estados e municípios. Este grupo visitará todos os estados do país estabelecendo uma agenda de vistorias necessárias para conter e evitar o surgimento de novos casos nos serviços de saúde.

De acordo com a Anvisa, as medidas foram adotadas a partir da constatação de que os casos de infecção têm ocorrido principalmente por conta de falhas no processo de limpeza dos instrumentos cirúrgicos, além do não-atendimento às normas de uso dos produtos esterilizantes.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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