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Ciência

Brasileiros fazem câmera para equipar satélite de pesquisa

21.07.2009
 
Brasileiros fazem câmera para equipar satélite de pesquisa

Uma câmara com resolução de 20 metros no solo e que produz imagens destinadas ao monitoramento ambiental e gerenciamento de recursos naturais será entregue hoje (amanhã) na cidade de São Carlos (SP). Trata-se da câmera multiespectral MUX - que faz parte da carga útil dos satélites Cbers 3 e 4, programados para serem lançados, respectivamente, em 2011 e 2014. É a primeira do gênero inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil.


Qualificação - O equipamento será embarcado em satélites da série Cbers e seu desenvolvimento cumpre uma das funções do programa espacial brasileiro, que é a qualificação da indústria nacional. A empresa Opto Eletrônica, com sede em São Carlos, foi contratada via licitação pública pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) para o desenvolvimento e fabricação da câmera.

Desmatamento - Com os satélites do programa Cbers (China-Brazil Earth Resources Satellite), o Brasil monitora desmatamentos, a expansão urbana e da agropecuária, entre outras aplicações. Já foram lançados três satélites da série, o Cbers 1, 2 e 2B, este atualmente em operação.


A política de acesso livre às imagens, uma iniciativa pioneira do Inpe, tem levado outros países como os Estados Unidos a também disponibilizar gratuitamente dados orbitais de média resolução. O download das imagens é feito no endereço http://www.dgi.inpe.br/CDSR/ .


Programa promove inovação na indústria espacial brasileira


Além do fornecimento gratuito de imagens de satélite, que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro, o Programa Cbers promove a inovação na indústria espacial nacional, gerando empregos em um setor de alta tecnologia fundamental para o País.


O Cbers é hoje um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, ao lado do norte-americano Landsat, do francês Spot e do indiano ResourceSat. A missão de desenvolver e construir os satélites no Brasil cabe ao Inpe, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Na China, o Programa está sob a responsabilidade da Chinese Academy of Space Technology (Cast).
Desde junho de 2004, quando ficaram disponíveis na internet, mais de meio milhão de imagens já foram distribuídas para cerca de 20 mil usuários em mais de duas mil instituições públicas e privadas, comprovando os benefícios econômicos e sociais da oferta gratuita de dados. Em média, são registrados diariamente 750 downloads no Catálogo Cbers.


Recentemente, Brasil e China decidiram oferecer gratuitamente as imagens para todo o continente africano. A distribuição das imagens contribui para que governos e organizações na África monitorem desastres naturais, desmatamento, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública.


Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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