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Produção Agrícola no Brasil: Análise

18.06.2009
 
Pages: 12
Produção Agrícola no Brasil: Análise

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 135,0 milhões de toneladas em 2009, 7,5% menor que a obtida em 2008 (146,0 milhões de toneladas1). É o que indica a quinta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), de maio.

Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – Fonte IBGE - Base: Maio de 2009

Safra de grãos deve ser 7,5% menor que a de 2008

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 135,0 milhões de toneladas em 2009, 7,5% menor que a obtida em 2008 (146,0 milhões de toneladas1). É o que indica a quinta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), de maio. A área a ser colhida, de 47,2 milhões de hectares, apresenta decréscimos em termos absolutos tanto em relação a 2008 quanto ao mês anterior (abril), respectivamente de 22.392 hectares e 46.778 hectares.

As três principais culturas: soja, milho e arroz, que respondem por 81,7% da área plantada, apresentam variações de +2,1%, -3,7% e +1,9%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Quanto à produção destes três produtos, apenas o arroz registra variação positiva (+5,8%). Já para a soja e o milho total a previsão é de retração da produção em 4,5% e 13,8%, respectivamente.

Destaca-se o decréscimo na área cultivada (3,7%) de milho, que pode ser reflexo dos baixos preços praticados na época do plantio e do estoque existente em 31/12/2008, 118,2% maior que o existente no final de 2007, segundo resultado da Pesquisa de Estoques.

O volume esperado para 2009 tem a seguinte distribuição regional: Região Sul, 54,0 milhões de toneladas (-11,9%); Centro-Oeste, 48,0 milhões de toneladas (-5,4%); Sudeste, 16,9 milhões de toneladas (-4,2%); Nordeste, 12,3 milhões de toneladas (-1,3%) e Norte, 3,7 milhões de toneladas (-1,5%). Na figura a seguir, observa-se que o Estado de Mato Grosso suplanta, em 0,7%, o Paraná, mantendo a posição de maior produtor nacional de grãos.

Previsão inferior para seis produtos

No LSPA de maio destacam-se as variações de estimativa, na comparação com abril, de algodão em caroço (-5,8%), aveia em grão (+11,1%), cana-de-açúcar (+2,8%), cevada em grão (-9,1%), feijão em grão total (-4,8%), milho em grão total (-0,7%), soja em grão (-0,7%), trigo em grão (+0,1%) e triticale em grão (-4,9%).

Algodão herbáceo em caroço

O 5º levantamento de 2009 indica produção de 3,0 milhões de toneladas (-5,8%). A queda reflete principalmente as reavaliações nos dados da safra nordestina, onde o excesso de chuvas provocou redução na área e no rendimento médio - a Bahia, segundo maior produtor nacional, registra redução de 15,0% na produção esperada.

Cana-de-açúcar

A estimativa totaliza 690,4 milhões de toneladas (+2,8%), com ampliação também da área a ser colhida (+1,8%). A expansão da lavoura demonstra o interesse por etanol e açúcar (mais atrativo no momento, devido à menor oferta no mercado internacional).

Feijão (em grão) Total

Consideradas as três safras, a produção nacional está avaliada em 3.639.625 toneladas, assim distribuídas: 1.756.090 toneladas da 1ª safra (48,2%), 1.521.676 da 2ª (41,8%) e 361.859 da 3ª (10,0%). Frente aos dados de abril (-4,8%), as variações por safra são: -8,9%, 1,2% e -7,2%. A queda de produção na 1ª safra teve origem, notadamente no Nordeste, em reduções expressivas no Piauí (38,0%), Ceará (38,1%) e Bahia (15,0%). Na 2ª, o pequeno acréscimo na produção é resultado de reavaliações na maior parte dos estados produtores do Nordeste, com destaque para a Bahia, segundo produtor (+18,1%). A variação negativa de 7,2% na 3ª safra deve ser analisada com cautela, pois em importantes centros produtores o plantio pode se estender até os meses de julho/agosto.

Milho (em grão) Total

A produção deve totalizar 50,9 milhões de toneladas, para ambas as safras. A 1ª deverá atingir 33,5 milhões de toneladas (-2,1% frente à estimativa anterior). A participação na produção nacional, segundo as quatro maiores regiões produtoras, está assim: Sul (40,9%), Sudeste (29,1%), Centro-Oeste (13,3%) e Nordeste (13,1%). O Sul, principal produtor, registra decréscimo de 3,0% na produção, o que se deve à reavaliação do rendimento médio da cultura no Rio Grande do Sul (-4,4%) e em Santa Catarina (-7,3%). O decréscimo prejudicou principalmente as lavouras “do tarde”. Estes dois estados também apresentam redução da área cultivada (-2,4% e -0,7%, respectivamente). No Paraná, responsável por 18,8% da produção nacional, a área a ser colhida cresceu 1,3%. Para o milho 2ª safra, a estimativa de 17,4 milhões de toneladas é 2,2% maior que a anterior, devido principalmente ao Mato Grosso, principal produtor (36,5% da produção nacional). Neste estado, a estimativa cresceu 11,7%.

Soja em grão

A principal lavoura de verão apresentou redução de 0,7% na produção, sendo estimada em 57,2 milhões de toneladas. O pequeno decréscimo deve-se à reavaliações devido ao avançado estado de colheita, quando os rendimentos foram melhor avaliados. O excesso de chuvas no Nordeste também danificou as lavouras.

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