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Ciência

Sexo, Família, Educação, Sociedade

16.12.2008
 
Pages: 12
Sexo, Família, Educação, Sociedade

Freud discorreu sobre o sexo no comportamento humano.

Erich Fromm discorreu, sobre o sexo,e a importância da razão, da afetividade, do amor.

Por FAHED DAHER

Há fatores sociais e biológicos para se afirmar que a disciplina sexual, da cópula, é necessária para a felicidade de cada um e a estabilidade, relativa, da sociedade.

Em primeiro lugar, embora sejamos também animais e os animais (chamados irracionais) estejam com suas atividades sexuais liberadas, mesmo assim observamos que as “transas,” entre eles, acontecem apenas nos períodos de cio das fêmeas.

Em segundo lugar vamos observar que há uma disciplina em diversas espécies, principalmente entre animais gregários, em que o líder comanda a atividade sexual no grupo e há uma disciplina que é resultado do característico genético da espécie.

Em terceiro lugar o ser humano, apesar de ser animal tem outros característicos que vão da formação pelo treinamento chamado educação, aos sentimentos os mais diversos, à capacidade da imaginação, nesta imaginação a projeção de futuro e à concepção do sentido da felicidade e nela a auto estima que, diante dos fracassos (aqui se incluem os fracassos “amorosos”) conduzem à determinados tipos de rebeldias que, diante do anonimato dos grandes concentrados humanos, conduzem facilmente para os produtos da modificação da mente, tais como as bebidas alcoólicas e outras drogas.

Em quarto lugar, para uma vida mais segura e menos atribulada que é o sonho de cada um e motivo das grandes discussões políticas sobre a organização social e a justiça, no geral sempre insolúveis e aproveitamento dos demagogos e politiqueiros, para uma vida mais segura apenas poderá acontecer com a constituição de casais e famílias sólidas quando cada líder ou comandante da família sinta a necessidade de lutar socialmente pelo valor da vida.

Fato que não acontece e nem pode acontecer na medida em que cada pessoa desenvolve apenas a sua vida pessoal em termos de sexo, trabalho, consumo e o resto do mundo que se dane, esquecendo os princípios básicos da religião, no nosso caso o cristianismo no aprofundamento comportamental.

Para o resto do mundo não se danar políticos se apresentam como salvadores da pátria e usufruem, à vontade, das regalias oferecidas pelo estado, por legislações criadas por estes mesmos políticos, legislando em causa própria. Também as organizações capitalistas (o grande capitalismo não tem alma) estimulam consumos desnecessários em bebidas, vestimentas, aspectos físicos de beleza, espetáculos, prostituição, empréstimos e juros, etc.

A organização familiar estável apenas se faz pelo amor e no amor a responsabilidade e a solidez das relações sexuais.

Os filhos, o que vem de definir exatamente a família, são produtos da relação genital. Para protegê-los o casal tem de, forçosamente, se proteger mutuamente dentro dos ditames do comportamento do verdadeiro amor.

Daí resulta que a disciplina do comportamento nas relações sexuais teria (aqui o grifo teria é proposital) de se processar através da reeducação dos adultos fazendo-os entender da responsabilidade social de cada um na solidez da sociedade e da solidez do futuro das novas gerações.

Para esta reeducação os meios de comunicação seriam obrigatoriamente reconduzidas para programações recreativas educacionais.

Impossível? Então impossível ordenar a sociedade e o futuro... Cada um já condicionado com a situação de futuro atribulado sentirá conforme o índice cultural da sua sociedade, viver bem olhando a miséria ou vivendo nela.

O Pastor Norman Vincent Peale escreve: “O sexo é um tópico de tanto interesse universal, em volta dele agitam-se poderosas emoções e preconceitos que uma discussão racional e equilibrada é no mínimo muito rara.”

Ainda do mesmo autor as citações: “Arnold Toynbee, um dos maiores historiadores do mundo escreve: “De vinte e uma notáveis civilizações, dezenove pereceram, não por conquistas vindas de fora, mas pela decadência interna.”

Outro historiador, o Dr.J.D.Unwin da universidade de Cambridge, fez um estudo de dezoito civilizações, abrangendo um período de quatro mil anos e concluiu que “uma sociedade ou escolhe a promiscuidade sexual e se arruína ou escolhe a disciplina sexual e energia criadora.”

É bem verdade que disciplinar a formação da família, hoje, com a unidade de ação e vivência que por absurdo se aproxime da família patriarcal, é impossível.

Com a liberação sexual em que a adolescência já não é condicionada para o auto - controle, aguardando o momento do compromisso, mas entre a “transa” e o “ficar...” tudo parece solucionado...

No processo educacional não se pode permitir os atuais conceitos de liberalidade, visto que a formação do ser humano no seu comportamento é diferente do condicionamento animal irracional, condicionados entre o viver gregário para se alimentar (instinto da conservação pessoal) e reproduzir (instinto da conservação da espécie).

O restante, agressão e medo, correm paralelamente instintivamente de acordo com s pressões das necessidades.

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