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Mundo pode ter um déficit de 12,9 milhões profissionais da saúde até 2035

16.11.2013
 
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Mundo pode ter um déficit de 12,9 milhões profissionais da saúde até 2035

  RECIFE/BRASIL - O Brasil ocupa 19.ª posição do déficit de profissionais da saúde nas Américas. O País tem 31,4 mil profissionais da saúde por 10 mil habitantes, aquém do parâmetro de 34,5/10 mil estipulado pela Organização Mundial de Saúde. Em 2035, o mundo pode vir a ter um déficit da ordem de 12,9 milhões de profissionais.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

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A informação consta do relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a carência de profissionais intitulado "Não há saúde sem força de trabalho", divulgado no III Fórum Global de Recursos Humanos para a Saúde, no Centro de Convenções, em Recife, Pernambuco, Nordeste do Brasil, com a participação de 85 países.

O Brasil está atrás de Cuba (134,6), dos Estados Unidos (125,1), da Venezuela (67,4) e do Paraguai (34,4) e à frente do México (26,5), da Colômbia (19,7) e do Haiti (3,6). Ocupa a décima-nona posição entre os países das Américas. O mínimo recomendado pela OMS é de 22,8 mil profissionais por 10 mil habitantes.

Mais de 80 países estão abaixo deste patamar, a maioria deles da África Subsariana, segundo o relatório, enquanto 70% dos países das Américas têm número suficiente de profissionais da saúde - médicos, enfermeiras e parteiras - mas estes estão mal distribuídos nos seus territórios e não atendem à toda a população.

De acordo com a assistente geral da OMS em Genebra, Marie-PauleKieny, o déficit de profissionais da saúde no mundo poderá chegar a 12,9 até 2035 se os governos de todo o mundo nada fizerem em relação ao assunto. "Hoje este déficit é de 7,2 milhões", alertou ela, em entrevista coletiva.

O relatório, segundo Kieny, traz diretrizes para que o mundo possa se organizar e fazer frente a este desafio. "Uma das políticas recomendadas é a de procurar reter os profissionais na saúde básica primária", observou.

Ambiguidade. "Estamos na faixa intermediária, avançamos nos últimos anos, mas ainda temos muito o que fazer para trabalhar com critérios de acessibilidade e qualidade", reconheceu o secretário de Gestão na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales. "Temos a compreensão de que vivemos uma situação de ambiguidade com profissionais com alta especialização em grandes centros e grande parte do território brasileiro, como a Amazônia e o semiárido, com ausência de profissionais".

Ele assegurou que o programa "Mais Médicos" vai ajudar a avançar na redução desta desigualdade e melhorar o acesso da população aos serviços médicos.

O diretor do Banco Mundial, Tim Evans, disse que a instituição tem como objetivo principal baixar a taxa de pobreza de 20% para 3% até 2030. "O setor de saúde é essencial para que este objetivo seja alcançado", destacou ele, ao afirmar quer a estratégia do banco é que até 2030 ninguém venha a se tornar pobre devido aos gastos com a saúde.

 

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

 


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