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Cientistas Polares definem novas áreas de intervenção urgente na Antártida

16.07.2016
 
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É urgente identificar quais os principais processos físicos que  afetam o Oceano Antártico (aumento da temperatura, acidificação,  degelo, etc.), investigar a estrutura e funcionamento da cadeia  alimentar marinha, nomeadamente a necessidade de obter informação  básica de grupos de animais, bem como desenvolver tecnologias e  métodos amigos do ambiente, como, por exemplo, programas de  monitorização internacionais e de longa duração e submarinos  autónomos que cheguem a áreas ainda por explorar debaixo do  gelo.
 
O alerta é do Scientific Committee on Antarctic Research (SCAR), que  reuniu 75 cientistas e decisores políticos de 22 países, entre os quais  José Xavier, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de  Coimbra (FCTUC).
 
No artigo publicado no jornal científico Frontiers in Marine Science, os  especialistas defendem ainda a necessidade de direcionar resultados  científicos para desenvolvimentos de políticas para a gestão e proteção  do meio ambiente marinho e estabelecer esforços para um melhor  conhecimento sobre a região Antártida através de iniciativas  educacionais.
 
 
Este grupo de cientistas centrou-se em estudar os grandes problemas  que afetam a Antártida, uma das regiões do planeta que tem mostrado  sinais de mudanças ambientais muito rápidas e profundas. Partindo  inúmeras de questões e problemáticas, os cientistas e decisores  políticos têm vindo a definir áreas prioritárias de intervenção no  continente gelado, que já produziram dois artigos científicos anteriores,  na Nature (Kennicutt II et al. 2014) e Antarctic Science (Kennicutt II et al.  2015).
 
O cientista polar da UC, José Xavier, diz que este Comité Científico  ainda tem muito trabalho pela frente porque «muitas questões  científicas importantes continuam por responder, tais como, por  exemplo, quais as espécies que nos podem levar a compreender o  funcionamento do Oceano Antártico e que espécies poderão  extinguir-se no futuro próximo».
 
Artigo:
 
Xavier, J. C., Brandt, A., Ropert-Coudert, Y., Badhe, R., Gutt, J., Havermans, C.,
 
Jones, C., Costa, E. S., Lochte, K., Schloss, I. R., Kennicutt II, M. C. and Sutherland,
 
W. J. (in press online). Future challenges in Southern Ocean ecology research.
 
Fronteirs in Marine Science 3. http://dx.doi.org/10.3389/fmars.2016.00094
 
Coimbra, 13 de julho de 2016
 
Universidade de Coimbra
 
Cristina Pinto


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