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Ciência

Portugal: Nova técnica

16.02.2011
 

Uma nova técnica de monitorização hemodinâmica (actividade do coração e artérias), cujos ensaios clínicos se iniciam já nas próximas semanas, acaba de vencer o prémio "Best Student Paper Award" na Conferência internacional Biosignals 2011.

"Quando estes novos métodos chegarem ao mercado e se difundirem no uso clínico, podem vir a ajudar no diagnóstico tanto quanto técnicas clássicas, como o estetoscópio ou o electrocardiograma, o fizeram", Carlos Correia, coordenador da investigação.

Investigação da FCTUC, com aplicações na cardiologia, vence Prémio Internacional - A nova técnica, não invasiva, vai entrar em testes clínicos já nas próximas semanas.

Uma nova técnica de monitorização hemodinâmica  (actividade do coração e artérias), cujos ensaios clínicos se iniciam já nas próximas semanas, acaba de vencer o prémio "Best Student Paper Award" na Conferência Biosignals 2011, uma conferência internacional de referência que reúne investigadores e profissionais de todo o mundo, de diversas áreas do conhecimento (Física, Medicina, Informática e outras ciências contribuintes da Engenharia Biomédica).

O prémio de melhor artigo científico foi atribuído a Tânia Pereira, aluna de doutoramento em Engenharia Biomédica, no âmbito de uma investigação desenvolvida ao longo dos últimos quatro anos no Centro de Instrumentação da Universidade de Coimbra, com a colaboração de unidades clinicas da região, e financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Além de não invasiva, a nova técnica dispensa completamente o contacto com o paciente, e tem como principal objectivo "medir a velocidade de onda de pulso (VOP), um parâmetro a que os médicos começaram, desde há uns anos, a atribuir grande valor em diagnóstico", afirma o coordenador da pesquisa, Carlos Correia.

Muito genericamente, prossegue o investigador, "ao receber um sinal complexo, através de uma simples luz reflectida no pescoço (no sítio da carótida), o modelo desenvolvido tem a capacidade de eliminar ruído e artefactos (p. ex., quando o paciente se move ou engole), preservando a informação necessária para avaliar a VOP com com rigor suficiente".

Para se ter uma ideia da importância dos resultados obtidos nesta investigação, o catedrático da FCTUC ilustra: "quando estes novos métodos chegarem ao mercado e se difundirem no uso clínico, podem vir a ajudar no diagnóstico tanto quanto técnicas clássicas, como o estetoscópio ou o electrocardiograma, o fizeram".

O projecto, do qual resultaram três protótipos, vai agora entrar na fase validação clínica, com a realização de testes conduzidos por médicos e em ambiente clínico de grande exigência, em três unidades de excelência da região de Coimbra.

A empresa ISA - Intelligent Sensing Anywhere, que é parceira no projecto, será responsável pela passagem dos resultados desta investigação para o mercado.

Coimbra, 7 de Fevereiro de 2011

Cristina Pinto

 


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